No universo do pensamento ideológico esquerdista hodierno, até a ‘filosofia’ se submete e se adequa às suas elucubrações lunáticas e deturpadas da verdade.
Ao contrário e diferentemente do que vaticinou equivocadamente o psiquiatra Flávio Gikovate, o qual simplesmente atende na sua análise aos reclamos da mente cauterizada pela ideologia antropocêntrica marxista, ser generoso é um sentimento digno humano dos mais raros, admiráveis e importantes no seio de uma sociedade e é, por sua vez, naturalmente altruísta ao se fazer o bem em decorrência de uma eleição pessoal de cada um quanto ao(s) destinatário(s) considerado(s) como merecedor(es) de sua compaixão e conforto, repise-se, por uma autodeterminação volitiva e voluntária exclusivamente pessoais do indivíduo ou de uma instituição, comunidade ou nação e não em virtude de uma obrigação preconcebida de fazer o bem àqueles que terceiros que se acham os portadores da verdade, e não você mesmo, lhe dizem ou disseram ou lhe impõem, ou impuseram como sendo os que devam ser os destinatários do seu benefício em favor deles.
Causas, instituições e pessoas vulneráveis podem e devem indiscutivelmente ser alvo da generosidade das pessoas, especialmente se tiverem sido definidos por eleição individual do benfeitor, isso fazendo não para inflar o próprio ego ou para se sentir superior ao que se beneficia de sua benevolência e nem, tampouco, para atender capricho de convicção ideológica que determina como o indivíduo deve fazer para o benefício de outrem, mas por sentimento sincero de amor fraterno para glorificar não a si, mas àquele que é o Maior em matéria de generosidade, amor e bondade, que é Deus, o autor da vida e da morte. Portanto, uma coisa não elide a outra.
Estão querendo politizar até a capacidade de fazer o bem dos cidadãos em conformidade e na exata dimensão do alcance da visão materialista de suas ideias torpes completamente despidas e desprovidas do santo, agradável e maravilhoso sentido divino acerca da bondade e da generosidade humanas, cuja motivação e razão de existir foi o próprio Criador quem estabeleceu e estimulou e definiu para a humanidade.
Em confronto a isso, notadamente, estão o egoísmo e a ambição desenfreada malignamente presentes na nossa sociedade moderna, mormente em um país que cada dia se afasta mais e mais dos princípios e valores da vida humana com esteio nos profundos, sábios e justos ensinamentos divinos.
Todo raciocínio ideológico que nega a existência de Deus, rotulando e denominando, capciosa e ladinamente, tal existência como ‘tradição milenar’, configura-se numa afronta direta ao que a humanidade depreendeu dos ensinamentos divinos no âmbito da atemporalidade.
A generosidade não deve nem pode ser considerada em si mesma como algo imanente do Homem, mas, sobretudo, um refluxo da natureza e da influência divinas no seio de sua própria existência temporal neste mundo.
A generosidade prática na vida humana nada mais é do que um elemento da manifestação da natureza divina revelada por meio dos atos humanos, cujos agentes dessas ações são os que possuem em maior ou menor grau a influência e a presença dessa natureza espiritual do bem.
Felizes são aqueles que têm a capacidade de deixar os seus próprios interesses e pensamentos egoístas e de vanglória pessoais, aos quais o mundo tenazmente labora para nos tornar escravos acorrentados e obscurecidos, e têm a iniciativa da compaixão em favor do seu semelhante, que sofre as consequências de uma continuidade de gerações que vivenciam o abandono da generosidade em conformidade com as prescrições que o Homem bem entende, mas invariavelmente não segue.
Isso também é fruto de uma convicção finita e limitada que muitos possuem, a qual é calcada na ideia de que ninguém merece a sua generosidade porque é mau tanto quanto você mesmo também o é, e muitos realmente, apesar de pobres e carentes, de fato lamentavelmente o são, e, assim, vem funcionando o chamado ‘cada um por si e Deus por todos’, quando, na realidade, o que ocorre é o lento e gradual aumento da ausência de Deus e de suas influências de generosidade na vida humana.
Esse fenômeno se dá pelo distanciamento do próprio Homem em relação ao Seu Criador e, desta feita, quanto mais distantes Dele nos tornamos, menos amor e generosidade cultivamos para a distribuir uns para com os outros para que, assim, pudéssemos alcançar um mundo espiritual e fisicamente mais saudável, justo e feliz.
Isso pode até ser interpretado como utopia pelo Homem, mas a generosidade ainda pode se tornar uma realidade prática permanente. Depende de você e de mim para o bem comum e para a glorificação não de nós mesmos, mas do Deus vivo, amoroso e Todo Poderoso.


