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A questão judaica, em poucas palavras

Foto: Reuters

O que muitos árabes e persas muçulmanos reivindicam não é apenas um Estado para os palestinos que emigraram para aquela terra após a Primeira Guerra Mundial — um Estado “para chamar de seu”. O que alguns setores desejam, conforme evidenciam discursos e ações extremistas, é o desaparecimento do povo judeu/israelense, a extinção do Estado de Israel e, por vezes, da forma mais cruel possível.

Aquela terra pertence a Israel desde tempos imemoriais e, para muitos fiéis, essa posse é também uma determinação divina — o Deus de Israel, o nosso Deus, que enviou Seu Filho, Jesus Cristo, que ali nasceu, morreu e ressuscitou. Acredita-se que, conforme as Escrituras Sagradas, muitos judeus um dia hão de crer em Cristo, em conformidade com essa tradição religiosa.

O apóstolo Paulo, figura central do cristianismo após Cristo, garantiu, nas Escrituras, a importância da história e das promessas ligadas ao povo de Israel. Abraão, Isaque e Jacó habitaram aquelas terras; Saul, Davi, Salomão e seus sucessores foram seus reis ao longo de milhares de anos. A partir do reinado de Davi — por volta de 1.042 a.C. — existiu ali um Estado duradouro, interrompido sucessivamente por exílios e invasões dos impérios babilônico, persa, romano, otomano, entre outros.

Cem anos depois de Cristo, o imperador romano Adriano deu à região o nome de Palestina — termo recorrente na história — numa decisão que, segundo historiadores, teve motivações políticas e simbólicas. Essa designação lembrava a Filístia, povo historicamente inimigo dos hebreus, e marcou uma nova etapa na toponímia da área.

O fluxo populacional árabe para a região aumentou significativamente a partir do período otomano. Por longos períodos, judeus e árabes conviveram de forma relativamente pacífica, até que a recriação do moderno Estado de Israel, em 1948, após a Segunda Guerra Mundial, alterou profundamente as dinâmicas locais.

Hoje, a convivência pacífica tornou-se mais difícil em razão da influência de correntes políticas e religiosas que alimentam um conflito violento, com atos de terrorismo e uma agenda muitas vezes motivada por convicções religiosas. Parte dessa disputa é motivada pelo desejo de controle sobre locais sagrados — Jerusalém, Belém, Samaria, as Colinas do Golã, entre outros — importantes tanto para judeus quanto para cristãos.

Para alguns líderes e movimentos radicais, a meta final não se limita a reivindicações territoriais: almeja-se a dominação por uma teocracia islâmica, com consequências que ameaçariam a liberdade religiosa e a existência do cristianismo e do judaísmo como as conhecemos.

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Postado por Gladstone Heronildes

Advogado civil e trabalhista com mais de 25 anos de experiência, professor de Direito Civil, Trabalhista e Ética da OAB, tradutor e intérprete fluente em inglês, francês e espanhol. Pós-graduado em Direito pela ESMARN, atuou em importantes escritórios e empresas de Natal e Mossoró, prestando assessoria jurídica, tradução e consultoria. Foi ouvidor e conselheiro da OAB/RN, além de fundador da Comissão de Estudos e Formação em Ciência Política da OAB/RN. Experiência docente em idiomas e Direito, participação em congressos nacionais e atuação como analista político em rádios. Cristão presbiteriano, dedica-se à educação, à advocacia e à promoção do conhecimento jurídico e linguístico.

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