Os dados do Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego, referentes a agosto de 2025, revelam um cenário surpreendente e, ao mesmo tempo, preocupante no Rio Grande do Norte. A cidade de Apodi, com pouco mais de 37 mil habitantes, foi responsável pela criação de 662 novos postos de trabalho, alcançando uma taxa de 17,6 empregos por mil habitantes — a mais expressiva entre os municípios analisados.
Em contraste, Mossoró, segunda maior cidade do estado e com uma população estimada em 278,5 mil habitantes, registrou apenas 275 novas vagas, o que representa 0,99 emprego por mil habitantes. O desempenho é desproporcional ao peso econômico do município, que ocupa a segunda posição no PIB potiguar, e levanta questionamentos sobre o aproveitamento do potencial local para geração de emprego e renda.
Outros municípios da Grande Natal também se destacaram. A capital, Natal, com 784,2 mil habitantes, gerou 1.261 novos empregos, atingindo a marca de 1,6 por mil habitantes. Já Parnamirim contabilizou 708 vagas para seus 271,7 mil moradores, alcançando 2,6 por mil habitantes. Em São Gonçalo do Amarante, com população de 124,4 mil habitantes, foram criadas 662 vagas, chegando a um expressivo índice de 5,3 empregos por mil habitantes.
Os números oficiais do Novo CAGED evidenciam uma realidade clara: enquanto municípios de menor porte, como Apodi e São Gonçalo, mostram dinamismo na geração de oportunidades, Mossoró segue aquém de seu potencial econômico, mesmo em um cenário nacional e estadual de crescimento do emprego. A disparidade chama atenção e reforça a necessidade de políticas locais mais eficazes para atrair investimentos, estimular o setor produtivo e transformar o peso populacional e econômico de Mossoró em resultados concretos para seus trabalhadores.
E diante desse quadro, uma pergunta inevitável se impõe: o que explica este número surpreendente na geração de empregos em Apodi em agosto deste ano?


