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Baixa mobilização de movimentos sociais para atos de amanhã preocupa Planalto e PT

Lula convoca ministros e militantes, mas cenário de baixa mobilização persiste

Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

A baixa mobilização de movimentos sociais para os atos programados para amanhã, 8 de janeiro, quarta-feira, está gerando preocupação no Planalto e no Partido dos Trabalhadores (PT). O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja realizar três cerimônias no Planalto com a presença dos outros Poderes, seguidas por um ato público na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto, onde também se espera a mobilização social.

Apesar dos esforços do PT e de movimentos sociais, como as centrais de trabalhadores, para engajar militantes e garantir a presença da base, até o momento, a adesão tem sido modesta. A baixa mobilização é atribuída ao fato de o evento ocorrer em um dia útil, além do temor de possíveis confrontos e violência. O Planalto, por sua vez, tem destacado que o ato é voltado às lideranças políticas e não é um evento de massa, enquanto os articuladores petistas afirmam que a ação será “animada”.

No entanto, membros do governo e aliados do PT já reconhecem que a participação social será limitada. Convites e imagens têm sido compartilhados em grupos de WhatsApp, apelando para que as pessoas compareçam “com suas famílias”. O próprio presidente Lula exigiu a presença de todos os ministros, o que fez com que alguns interrompessem suas férias para comparecer.

Ainda assim, a resposta tem sido aquém das expectativas. Partidos da base governista e movimentos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) estão mobilizando suas redes e buscando meios de transporte, como aluguel de ônibus e vans, especialmente de estados vizinhos, como Goiás, para garantir a presença em Brasília.

A presença de um público expressivo é vista como essencial para o sucesso do evento. Com a proximidade das eleições de 2026, a avaliação é de que o governo não pode se dar ao luxo de realizar um ato com baixa adesão. Este ato tem um peso especial, pois o governo Lula assume o protagonismo, diferente do ano passado, quando o evento foi promovido pelo Congresso Nacional com a presença dos três Poderes, e o presidente participou como convidado.

A preocupação com a mobilização remonta a um episódio recente, o 1º de Maio de 2024, quando Lula ficou irritado com o PT paulista após o tradicional comício trabalhista em São Paulo ter sido mal frequentado. A experiência negativa é um alerta para o governo, que busca evitar um cenário semelhante amanhã.

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Postado por Eryx Moraes

Jornalista potiguar, nascido em 25 de março de 1985, em Felipe Guerra-RN. Ao longo da carreira, atuou em jornais impressos como O Vale do Apodi e News 360, além de rádios como FM Boas Novas, FM Liberdade (Felipe Guerra) e Rádio Rural de Mossoró. Atualmente, é chefe de redação do portal Mossoró News e chefia a Comunicação do Governo Municipal de Felipe Guerra-RN.

Detentor de amplo conhecimento acadêmico na área do Direito, Eryx também é empreendedor no ramo da perfumaria e da venda direta, unindo experiência em comunicação e gestão a habilidades empresariais.

Reconhecido pelo impacto de seu trabalho no jornalismo regional, recebeu a Cidadania Mossoroense, concedida pela Câmara Municipal de Mossoró-RN, e a Comenda Pedra e Abelha, honraria da Câmara Municipal de Felipe Guerra-RN destinada a filhos da terra que se destacam profissionalmente em outras cidades e regiões.

Com sólida experiência em política, economia, cultura e questões sociais, Eryx se destaca por sua competência, versatilidade e credibilidade, consolidando-se como referência no jornalismo potiguar e como profissional multifacetado em diferentes áreas.

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