A pesquisa Exatus, que ouviu 2.029 eleitores entre os dias 18 e 21 de setembro em todas as regiões do Rio Grande do Norte, confirma a liderança do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), em todos os cenários testados para o Governo do Estado. Ao mesmo tempo, revela um fenômeno relevante: um contingente expressivo de eleitores permanece sem se identificar com nenhuma opção, optando por votar branco ou nulo.
No cenário com Allyson, Rogério Marinho (PL) e Cadu Xavier (PT), 19,4% dos entrevistados declararam voto branco ou nulo, enquanto 7,1% não souberam responder. Quando Walter Alves (MDB) substitui Cadu, esse percentual sobe para 22,9%, mostrando que a entrada do emedebista amplia a indecisão. Outros cenários com Álvaro Dias (Republicanos) e diferentes combinações chegam a 24,7% e 27,8% de brancos ou nulos, dependendo da configuração testada.


Outro ponto que chama atenção é que os cenários estimulados da pesquisa não incluíram Styvenson Valentim (PSDB) como candidato ao governo — ou, se incluíram, os resultados não foram divulgados. Ele aparece apenas no cenário espontâneo. Essa prática tem sido recorrente: evitar colocar Styvenson nas simulações para o governo estadual, como se houvesse receio de sua candidatura, mantendo o foco em sua possível reeleição ao Senado, mesmo que ele já tenha sinalizado disposição para disputar o governo.
Os dados indicam que uma parte significativa do eleitorado ainda não se identifica com nenhuma opção. Esse contingente pode incluir eleitores lulistas insatisfeitos com a gestão estadual, que não se veem representados por Cadu, rejeitam Rogério e talvez também não confiem em Allyson ou Walter. Outros podem ser cidadãos apartidários ou desinteressados pela política. Resta saber qual desses perfis predomina nesse bloco de brancos e nulos.
Mesmo com Allyson liderando a corrida sucessória estadual, as últimas pesquisas divulgadas mostram que o próximo governador do RN poderá ser definido não apenas pela força de seu eleitorado fiel, mas também pela capacidade de dialogar com eleitores que, hoje, preferem rejeitar todas as opções e sinalizam forte tendência a votar branco ou nulo em 2026.


