A decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não integrar a coalizão internacional “Escudo das Américas”, formada por 13 países para fortalecer o combate ao narcotráfico e às organizações criminosas, gerou críticas de analistas e opositores no cenário político.
A iniciativa tem como objetivo ampliar a cooperação entre os países do continente no enfrentamento a cartéis e facções criminosas, por meio da troca de informações de inteligência, realização de operações conjuntas e rastreamento financeiro de redes ligadas ao tráfico internacional de drogas.
De acordo com críticos da medida, o Brasil optou por não aderir ao grupo e preferiu manter uma linha diplomática alinhada a países como Colômbia e México em temas relacionados à segurança regional. A posição brasileira ocorre em meio a discussões internacionais sobre a possibilidade de classificar facções criminosas como organizações terroristas.
O governo brasileiro também tem defendido cautela em relação à proposta apresentada pelos Estados Unidos de incluir grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho em listas internacionais de terrorismo. Para especialistas em segurança pública, essa classificação poderia ampliar instrumentos jurídicos de cooperação internacional e facilitar ações conjuntas contra essas organizações.
Críticos afirmam que a postura do Brasil pode estar associada a afinidades políticas com o presidente colombiano Gustavo Petro, que tem defendido estratégias que incluem negociação e diálogo em algumas frentes do combate ao narcotráfico.
O tema tem provocado debate entre especialistas, parlamentares e analistas de segurança sobre qual modelo de enfrentamento ao crime organizado deve prevalecer na América Latina.
Enquanto isso, pesquisas recentes de percepção pública apontam que a segurança pública segue entre as principais preocupações da população brasileira, ampliando a pressão por medidas mais firmes contra o avanço das facções e do narcotráfico no país.


