Faltando pouco mais de um ano para as eleições estaduais, a corrida pelo governo do Rio Grande do Norte permanece em aberto, sem definição clara sobre os principais protagonistas que estarão na disputa.
Do lado governista, o grupo liderado pela governadora Fátima Bezerra (PT) já tem como nome apresentado o de Cadu Xavier, o “Cadu de Lula” (PT). Apesar disso, ainda paira a expectativa em torno do vice-governador Walter Alves (MDB), embora sua entrada na disputa seja considerada improvável nos bastidores.
Na oposição, o PL segue firme em torno da pré-candidatura do senador Rogério Marinho. Entretanto, nos corredores de Brasília, o potiguar tem sido frequentemente citado em articulações nacionais para compor uma chapa ao Planalto, seja como presidenciável ou mesmo como vice. Essa possibilidade adiciona mais incertezas ao seu futuro político no estado. Caso opte por não disputar o governo do RN, um plano B seria o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos).
Além disso, uma declaração recente do senador Styvenson Valentim (PSDB) colocou mais combustível no debate. Styvenson admitiu a possibilidade de disputar o governo, abrindo mão da reeleição ao Senado. Nesse cenário, Álvaro Dias migraria para a disputa pela vaga de senador.
A maior dúvida, contudo, recai sobre o futuro político do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Líder nas pesquisas até agora, ele já começa a sentir os efeitos do desgaste da gestão municipal e enfrenta o desafio de não ter uma legenda para chamar de sua, tampouco um palanque sólido e unificado. Recentemente, em agenda em Caicó, Allyson buscou se projetar no Seridó, mas chamou a atenção o fato de não ter contado com o respaldo público do ex-senador José Agripino (União Brasil), seu principal fiador político. Nem mesmo o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), esteve presente. O gesto mais expressivo veio do deputado federal João Maia (PP), que se aproximou de Allyson no evento.
Entre movimentações discretas, cenários alternativos e incertezas sobre alianças, o quadro político potiguar segue indefinido e promete intensas articulações até a oficialização das candidaturas em 2026.


