Um estudo da Universidade Federal de Goiás (UFG) revelou que a cera de ouvido — conhecida cientificamente como cerúmen — pode ser uma ferramenta promissora no diagnóstico precoce de câncer. A pesquisa, divulgada pela CNN Brasil, indica que substâncias presentes no cerúmen acumulado têm potencial para sinalizar alterações metabólicas no organismo antes do surgimento de tumores.
Para o doutor em química João Marcos Gonçalves Barbosa, essa descoberta representa um avanço importante na luta contra a doença.
“Tempo é um fator crucial no diagnóstico de câncer. Quanto mais cedo a manifestação oncológica é identificada no organismo, maiores são as chances de uma intervenção clínica eficaz que leve à remissão completa”, explica.
O projeto batizado de Cerúmen foi idealizado há dez anos pelo professor Nelson Roberto Antoniosi Filho e já vem mostrando resultados animadores não apenas no campo da oncologia. Os pesquisadores também enxergam possibilidade de uso do método no acompanhamento de doenças metabólicas, como o diabetes, e, no futuro, em condições neurodegenerativas.
A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Hospital Amaral Carvalho, em Jaú (SP) — referência nacional no tratamento do câncer —, recebeu menção honrosa no Prêmio Capes de Tese 2025, reforçando seu caráter inovador e seu potencial para transformar diagnósticos médicos.


