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Cliente alega coação para contratar empréstimo em processo previdenciário

Foto: Reprodução

Um cliente que busca aposentadoria por invalidez afirma ter sido pressionado por um escritório de advocacia da região a contrair um empréstimo de quase R$ 20 mil, sob a ameaça de que, caso não aceitasse, o escritório abandonaria o processo e poderia prejudicar sua aposentadoria.

Segundo o relato, o cliente recebeu inicialmente um valor inferior a três salários mínimos, do qual precisou dividir metade com o escritório. Posteriormente, ao aguardar o recebimento do montante retroativo, teria sido obrigado a contrair um empréstimo, repassar R$ 8 mil ao escritório e ainda terá que ceder 30% do retroativo, somando mais de R$ 17 mil. Com isso, ficaria com menos de R$ 30 mil ao final da ação e ainda levará anos para quitar o empréstimo, cujo parcelamento custará quase o dobro dos R$ 20 mil adquiridos.

Especialistas apontam que a exigência de contratar empréstimo sob ameaça configura coação e extorsão, previstas no Art. 158 do Código Penal. Além disso, o caso pode violar normas éticas da advocacia:

  • Art. 36 do Código de Ética da OAB: veda aproveitamento da vulnerabilidade do cliente;
  • Art. 38: honorários devem ser moderados e proporcionais;
  • Art. 39: proíbe obtenção de valores mediante ameaça ou pressão;
  • Resolução OAB nº 02/2015: em causas previdenciárias, honorários superiores a 30% podem ser considerados abusivos.

Orientações para clientes

Advogados e especialistas recomendam cautela ao contratar serviços advocatícios:

  • Não assinar contratos sem total compreensão de valores, prazos e formas de pagamento;
  • Solicitar todos os termos por escrito e, se possível, orientação de outro advogado de confiança;
  • Recusar empréstimos ou pagamentos sob pressão;
  • Denunciar qualquer tentativa de coação ou extorsão à OAB, à Polícia Civil ou ao Ministério Público;
  • Guardar comprovantes e registros de comunicação, que podem servir como prova em eventual denúncia.

O caso evidencia a necessidade de fiscalização rigorosa na atuação de advogados, especialmente em causas previdenciárias, em que clientes muitas vezes estão em situação de vulnerabilidade. Situações como esta podem configurar infração ética e até crime, devendo ser reportadas imediatamente às autoridades competentes.

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Postado por Eryx Moraes

Jornalista potiguar, nascido em 25 de março de 1985, em Felipe Guerra-RN. Ao longo da carreira, atuou em jornais impressos como O Vale do Apodi e News 360, além de rádios como FM Boas Novas, FM Liberdade (Felipe Guerra) e Rádio Rural de Mossoró. Atualmente, é chefe de redação do portal Mossoró News e chefia a Comunicação do Governo Municipal de Felipe Guerra-RN.

Detentor de amplo conhecimento acadêmico na área do Direito, Eryx também é empreendedor no ramo da perfumaria e da venda direta, unindo experiência em comunicação e gestão a habilidades empresariais.

Reconhecido pelo impacto de seu trabalho no jornalismo regional, recebeu a Cidadania Mossoroense, concedida pela Câmara Municipal de Mossoró-RN, e a Comenda Pedra e Abelha, honraria da Câmara Municipal de Felipe Guerra-RN destinada a filhos da terra que se destacam profissionalmente em outras cidades e regiões.

Com sólida experiência em política, economia, cultura e questões sociais, Eryx se destaca por sua competência, versatilidade e credibilidade, consolidando-se como referência no jornalismo potiguar e como profissional multifacetado em diferentes áreas.

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