O anúncio da construção de um novo estádio de futebol para Mossoró, feito no último sábado (17) pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, reacendeu um antigo debate entre representantes do setor turístico da cidade. O Consultor de Turismo e Eventos Oberi Penha, executivo do Mossoró Convention & Visitors Bureau, lamentou que a área escolhida para a obra seja a mesma que, há anos, é defendida como ideal para a implantação do Centro de Convenções do município.
O terreno, localizado no bairro Abolição, nas proximidades dos hotéis Thermas e Garbos, pertence ao Governo do Estado e foi anunciado ainda em 2004, durante a gestão da então governadora Vilma de Faria (in memoriam), como parte de um projeto que previa a criação do Parque da Cidade e a construção de um Centro de Convenções para Mossoró.
Desde 2013, o Mossoró Convention & Visitors Bureau vem articulando junto a entidades representativas e ao poder público a necessidade de um equipamento voltado para eventos, considerando que a cidade possui um dos calendários mais diversificados e intensos do Nordeste, com impactos diretos na economia local e regional.

Mesmo sediando eventos de grande porte, como o Mossoró Cidade Junina, a EXPOFRUIT, o Mossoró Oil & Gas Energy e a Festa de Santa Luzia, Mossoró ainda não dispõe de um espaço adequado para receber congressos e encontros nacionais e internacionais, o que limita o crescimento do turismo de negócios.
Segundo Oberi Penha, a construção de um estádio moderno é legítima e atende a um antigo anseio da população, mas não deve inviabilizar outros projetos estruturantes. Ele defende que tanto o estádio quanto o Centro de Convenções e o Santuário de Santa Luzia podem coexistir, desde que haja planejamento urbano adequado.

Recentemente, durante a revisão do Plano Diretor do município, o Convention Bureau solicitou formalmente a inclusão da construção do Centro de Convenções entre as prioridades estratégicas da cidade. Caso o estádio seja definitivamente implantado na área originalmente prevista, o trade turístico pretende se reorganizar para pleitear, junto ao Governo do Estado, um novo local, possivelmente por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).


