O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Natal enfrentou uma situação crítica durante a manhã desta segunda-feira (7), quando ficou impossibilitado de atender chamados de emergência devido à falta de ambulâncias disponíveis. A causa dessa situação preocupante foi a retenção de 15 macas no Hospital Walfredo Gurgel, localizado na Zona Leste da cidade.
O maior hospital público do Rio Grande do Norte, o Hospital Walfredo Gurgel, encontra-se em uma condição de superlotação. Com a chegada de pacientes provenientes do Samu, as macas das ambulâncias acabaram retidas no hospital devido à escassez de espaço. A falta de ambulâncias de suporte básico levou a uma incapacidade momentânea de atender às ocorrências emergenciais, deixando a população vulnerável.
Jarbas Morais, coordenador de enfermagem do Samu, expressou a gravidade da situação: “Hoje pela manhã tínhamos 15 macas presas, no momento temos 14, conseguimos recuperar uma. Agora nós não temos uma viatura para atender a população. Nós temos duas viaturas de suporte avançado, para casos mais graves. Mas as viaturas de suporte básico, não temos nenhuma e, no momento, temos na tela 10 ocorrências aguardando atendimento”, declarou Morais por volta das 9h.
A frota do Samu na capital compreende 12 ambulâncias, das quais nove são de suporte básico e três de suporte avançado. As viaturas de suporte avançado são reservadas para casos extremamente graves.
Em resposta à situação, a direção do Hospital Walfredo Gurgel informou que estava realizando uma reunião sobre o assunto por volta das 10h e que estava trabalhando para liberar as macas retidas. Enquanto isso, a Secretaria de Saúde Pública do estado informou por meio de sua assessoria que estava empenhada em cumprir uma decisão judicial que exigia o esvaziamento dos corredores do hospital.
A ação legal foi movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em busca de soluções para o problema de superlotação do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Após tentativas administrativas infrutíferas, o MP acionou a Justiça em julho, buscando a restauração da dignidade dos pacientes internados nas macas dos corredores do hospital. Com a situação crítica persistindo, a população aguarda uma resolução eficaz para garantir atendimento médico de qualidade em emergências.