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Dólar volta a R$ 5 com regra de gasto público no Congresso; Bolsa cai 2,12%

Foto: Getty Images

O dólar comercial fechou ontem em alta de 2,23%, cotado a R$ 5,087.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou em queda de 2,12%, aos 103.912,94 pontos, com Magalu (MGLU3, – 8,19%) e Carrefour (CRFB3, – 8,01%) entre as maiores baixas da sessão.

Investidores estão atentos à tramitação das novas regras de gastos do governo no Congresso. Elas são previstas para serem votadas até 10 de maio na Câmara. A regra foi entregue pelo governo Lula (PT) ontem aos presidentes das Casas.

Há ampla expectativa de que a proposta avance rapidamente, o que é, no geral, visto como positivo para o sentimento do mercado.

Por outro lado, levantando preocupações entre investidores, a proposta prevê exceções à regra de gastos. É uma lista com mais de dez tipos de desembolsos que não serão contabilizados nos limites anuais, como a capitalização de estatais e gastos em situações de emergência.

“Em linhas gerais, não houve grandes surpresas no texto, mas o destaque ficou para as exclusões de classes de despesas das regras do novo teto de gastos”, disse equipe da Guide Investimentos em nota a clientes.

Texto é difícil de ser cumprido. “O texto é bom, mas que tem regras difíceis de serem cumpridas. O texto agora vai para o Congresso, onde provavelmente vai ser alterado e vai ter novas exceções. É isso, agora, que fica no radar dos investidores”, diz Mariana Costa, economista-chefe da TC. 

“Dessa forma, o mercado chegou a reagir inicialmente de maneira positiva à apresentação do arcabouço, mas logo devolveu a maior parte dos ganhos.”

Fala do Banco Central sobre inflação preocupa. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que a inflação ainda está alta. “A realidade é que o processo de desinflação está mais lendo do que esperávamos, dado o nível dos juros reais no Brasil. O que nos diz que a batalha não foi ganha e precisamos persistir”, disse ele em evento em Londres.

Isso significa que os juros devem demorar mais a cair que o esperado. Isso prejudica as empresas em Bolsa, leva investidores para a renda fixa, e faz o dólar subir.

Economia brasileira tem dados ruins. Hoje também foi divulgada a produção industrial de fevereiro, com uma queda de 0,2%. No ano, a queda já é de 1%. A receita de serviços, que representa 70% do PIB, já havia caído 3%. “Vemos um primeiro semestre difícil para a economia do país”, diz Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master.

No exterior, há preocupações com a inflação global e o consequente aperto das condições financeiras. Foi o que disse o Bradesco em relatório desta quarta. O banco ressaltou que essas tensões “se sobrepõem à melhora de mercado impulsionada pelos dados mais fortes da economia chinesa no começo da semana”.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial (saiba mais clicando aqui). Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

UOL com Reuters

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Postado por MOSSORÓ NEWS

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