A corrida por resultados imediatos na balança tem provocado um crescimento expressivo nos casos de queda capilar relatados em consultórios dermatológicos. A informação foi divulgada em reportagem da Tribuna do Norte, que ouviu especialistas sobre os impactos das dietas restritivas e dos métodos acelerados de emagrecimento na saúde dos cabelos.
De acordo com a dermatologista e tricologista Ingrid Tavares, a perda de peso em curto prazo provoca um estresse sistêmico que faz o organismo priorizar funções vitais, reduzindo o aporte de energia destinado a estruturas consideradas “menos essenciais” — como os fios. Esse mecanismo desencadeia o eflúvio telógeno, condição caracterizada por queda acentuada, repentina e normalmente temporária.
Um dos fatores mais determinantes é o déficit calórico severo. “O folículo piloso depende de energia e micronutrientes. Quando a alimentação é drasticamente reduzida, ele sente os efeitos”, explicou a especialista à Tribuna do Norte. A baixa ingestão de proteínas, ferro, zinco e vitaminas do complexo B — comum em dietas mal orientadas — aumenta ainda mais a fragilidade capilar.
Para evitar o problema, Ingrid Tavares reforça que o processo de emagrecimento deve ser gradual, acompanhado por profissionais de saúde e baseado em equilíbrio nutricional e hidratação adequada. Nos casos em que a queda já está instalada, tratamentos como o MMP Capilar, quando bem indicados, podem contribuir para a recuperação da densidade e estimular o crescimento dos fios.
“Emagrecer pode ser saudável, mas precisa ser responsável. O corpo responde ao que oferecemos a ele. Cuidar dos fios faz parte desse processo”, conclui a dermatologista.


