Na minha primeira reflexão sobre o futuro de Felipe Guerra e da região, destaquei o potencial estratégico do nosso território e a urgência de pensarmos grande. Agora, retomo o tema para aprofundar a discussão e mostrar, de forma prática, como a RN-032 pode unir dois dos vales mais produtivos do Rio Grande do Norte: o Vale do Apodi e o Vale do Açu.
Na prática, a pavimentação e integração da RN-032 permitiria que Felipe Guerra — já conectada a Apodi, Mossoró e outras cidades pela BR-405, se ligasse a Governador Dix-Sept Rosado e Upanema, criando ainda uma nova ligação direta com Mossoró pela RN-117 e seguindo até a BR-110, formando um corredor logístico inter-regional. Esse eixo facilitaria o transporte de mercadorias, o escoamento da produção agrícola, atrairia investimentos e abriria novas oportunidades de renda para produtores, cooperativas e pequenas e médias empresas.
Em essência, seria uma ponte entre polos agrícolas, industriais e energéticos, promovendo desenvolvimento equilibrado, geração de empregos e mais qualidade de vida para o nosso povo.
O historiador Geraldo Francisco das Chagas lembra que essa discussão começou na década de 1950, foi retomada nos anos 1970 e, mais recentemente, ganhou força em 2011, com a proposição formal do então deputado estadual Leonardo Nogueira na Assembleia Legislativa, atendendo à provocação do ex-vereador e atual advogado Joel Canela de Oliveira Neto, presidente do União Brasil em Felipe Guerra. Esse histórico mostra que a pauta é estratégica e persistente, refletindo o desejo antigo da região por infraestrutura e integração.
Desde nossa primeira abordagem, o tema recebeu repercussão imediata e apoio concreto de lideranças felipenses: do vice-prefeito Ubiracy Pascoal, que também preside a Instância de Governança Regional – IGR/Oeste Potiguar; do presidente da Câmara Municipal, vereador Max Morais; do vereador Márcio da Santana; e do próprio Dr. Joel Canela. Essa convergência de forças reforça que a pauta transcende interesses políticos e se consolida como um compromisso coletivo com o futuro da região.
Não se trata apenas de construir uma estrada:
É integração territorial.
É planejamento logístico.
É justiça histórica para uma região que sempre produziu muito e recebeu pouco em retorno.
Felipe Guerra não pode mais ser fim de linha. Precisamos ser ponte, passagem e centro. Defender a RN-032 é, acima de tudo, exigir infraestrutura que transforme vidas, gere empregos e crie oportunidades reais.
Se planejarmos com coragem, cobrarmos com consciência e nos engajarmos como comunidade, essa obra deixará de ser uma ideia e se tornará realidade. Quando isso acontecer, teremos dado um passo histórico: ligamos os vales, abrimos caminhos e colocamos Felipe Guerra no mapa das grandes decisões do Rio Grande do Norte.
E a pergunta que fica para todos nós é simples e desafiadora:
Estamos prontos para assumir o lugar que o futuro reserva, o lugar que nós mesmos podemos construir?


