O Blog do Robson Pires trouxe recentemente uma especulação interessante: que Allyson Bezerra (UB), prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do RN, poderia indicar sua esposa, Cinthia Raquel, como candidata a vice em uma chapa majoritária — seja ao lado de Rogério Marinho (PL) ou de Álvaro Dias (Republicanos). Na teoria, essa articulação teria potencial para redesenhar a eleição estadual, unindo forças políticas e, quem sabe, decidindo o pleito já no primeiro turno, enquanto Allyson preservaria sua gestão municipal e pavimentaria o caminho para futuras disputas em 2030.
Todavia, ao observar os fatos recentes e a trajetória do próprio pré-candidato, a especulação não se sustenta. Allyson é um político vaidoso, com forte inclinação ao protagonismo, e tem demonstrado agir de acordo com suas próprias ambições, inclusive se afastando do bolsonarismo e rompendo relações com Rogério Marinho, sem outra justificativa além de seus interesses pessoais. Liderando as pesquisas, ele não tem mostrado sinais de buscar entendimentos que limitem sua independência.
Portanto, embora na teoria a estratégia sugerida pudesse ser eficaz para consolidar poder e até decidir a eleição já no primeiro turno, a realidade dos bastidores é outra. Não se visualizam movimentos ou articulações nesse sentido, e qualquer cenário de entendimento envolvendo alianças dessa natureza parece, no momento, mais fantasia do que possibilidade concreta.


