Nesta segunda-feira (22), o governo de Donald Trump aplicou sanções à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky Global. A medida bloqueia seus bens e proíbe transações financeiras com cidadãos e empresas dos EUA, agravando tensões diplomáticas já evidentes e aprofundando o isolamento do bolsonarismo, que enfrenta dificuldades de articulação no Congresso e queda de apoio popular, com vistas a 2026.
Enquanto o Centrão, liderado por Michel Temer, busca articular anistias e reorganizar a oposição de forma estratégica, o deputado Eduardo Bolsonaro mantém confrontos pessoais com Alexandre de Moraes e outros ministros do STF. Sua ambição presidencial, baseada na ideia de herança familiar, enfrenta rejeição de quase 70% do eleitorado.
A interferência americana, ainda que tenha como alvo Moraes, não é bem compreendida pelos brasileiros. A atuação de Eduardo nos EUA, independentemente das intenções, é considerada equivocada por muitos, expondo erros políticos estratégicos e ampliando sua impopularidade. Ao mesmo tempo, a postura de Alexandre de Moraes é vista por alguns como uma ameaça à democracia, tornando o episódio ainda mais delicado.
Mesmo com apoio externo, Eduardo arrisca comprometer sua própria base política. Caso o Centrão desista de aprovar a anistia e de construir uma chapa competitiva, a oposição poderá se concentrar quase exclusivamente no bolsonarismo — já pressionado por rejeição e falta de coesão.
No plano jurídico, o bolsonarismo já enfrenta limitações; no político, a falta de articulação se torna cada vez mais evidente. A estratégia de Eduardo, centrada em confrontos e ambições pessoais, reforça os erros estratégicos e reduz as chances de reorganização da direita para 2026, deixando o cenário eleitoral mais desafiador.


