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Falta de receitas amarelas deixa pacientes sem medicamentos controlados no RN

Estoque de receitas acabou antes do previsto e nova remessa deve chegar apenas em fevereiro.

Escassez de blocos da "receita amarela" coloca em risco a saúde de quem depende de remédios controlados. - Foto: Reprodução

Pacientes que dependem de medicamentos controlados enfrentam sérios desafios para obter os remédios necessários no Rio Grande do Norte, devido à escassez de receitas especiais, conhecidas como “receitas amarelas”. Em clínicas de Natal, médicos têm deixado de prescrever esses medicamentos por falta do documento, comprometendo a saúde de muitos pacientes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que as receitas amarelas, utilizadas para prescrever entorpecentes e certos psicotrópicos, não podem ser emitidas diretamente pelos médicos ou estabelecimentos de saúde. Em vez disso, elas são enviadas pela Subcoordenadoria da Vigilância Sanitária (Suvisa) do RN, após a solicitação dos profissionais.

Escassez de estoque e alta demanda

Em entrevista à rádio 98 FM, o técnico Cícero Belarmino de Oliveira, da Suvisa-RN, explicou que o órgão adquiriu 10 mil blocos de receitas amarelas para 2024, o que equivalia a 200 mil receitas. No entanto, devido à alta demanda, o estoque foi esgotado em outubro de 2024, cinco meses antes do previsto.

A Suvisa-RN já fez a encomenda de uma nova remessa de 20 mil blocos, que deverá ser entregue em até 10 dias. A expectativa é que a situação esteja normalizada até 15 de fevereiro de 2025, com o envio das receitas para médicos e estabelecimentos de saúde. Esta nova remessa será suficiente até março de 2026, com um total de 400 mil receitas.

Orientação para profissionais de saúde

Enquanto a nova remessa não chega, a Suvisa-RN orienta os profissionais de saúde a utilizarem cautela e moderação ao prescrever medicamentos controlados. A recomendação é que as receitas sejam liberadas somente em casos de extrema necessidade. O órgão também informou que ainda há algumas receitas disponíveis na sede da Suvisa, sendo liberadas sob demanda para os casos urgentes.

Risco para pacientes

Sem o acesso a esses medicamentos, pacientes que necessitam de controle rigoroso de suas condições de saúde, como transtornos psiquiátricos e dependência química, correm o risco de ter seus quadros agravados, o que pode resultar em sérias consequências para seu bem-estar.

A falta de recursos e a alta demanda têm colocado a Suvisa-RN em uma situação difícil, exigindo uma gestão mais eficiente do estoque para garantir o atendimento à população que depende desses medicamentos. Enquanto isso, os pacientes e profissionais de saúde aguardam uma solução urgente para a continuidade do tratamento.

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Postado por Eryx Moraes

Jornalista potiguar, nascido em 25 de março de 1985, em Felipe Guerra-RN. Ao longo da carreira, atuou em jornais impressos como O Vale do Apodi e News 360, além de rádios como FM Boas Novas, FM Liberdade (Felipe Guerra) e Rádio Rural de Mossoró. Atualmente, é chefe de redação do portal Mossoró News e chefia a Comunicação do Governo Municipal de Felipe Guerra-RN.

Detentor de amplo conhecimento acadêmico na área do Direito, Eryx também é empreendedor no ramo da perfumaria e da venda direta, unindo experiência em comunicação e gestão a habilidades empresariais.

Reconhecido pelo impacto de seu trabalho no jornalismo regional, recebeu a Cidadania Mossoroense, concedida pela Câmara Municipal de Mossoró-RN, e a Comenda Pedra e Abelha, honraria da Câmara Municipal de Felipe Guerra-RN destinada a filhos da terra que se destacam profissionalmente em outras cidades e regiões.

Com sólida experiência em política, economia, cultura e questões sociais, Eryx se destaca por sua competência, versatilidade e credibilidade, consolidando-se como referência no jornalismo potiguar e como profissional multifacetado em diferentes áreas.

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