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González prepara chegada à Venezuela para tomar posse e critica sequestro de María Corina Machado

Após sequestro de Machado, González reafirma que tomará posse na Venezuela e enfrenta o regime de Maduro.

Edmundo González Urrutia. - Foto: EPA

Edmundo González, vencedor das últimas eleições presidenciais na Venezuela, anunciou que estará em solo venezuelano nesta sexta-feira (10) para tomar posse como presidente, desafiando o regime de Nicolás Maduro, que segue isolado internacionalmente e se mantém no poder por meios autoritários. A chegada de González, que se encontra em asilo político na Espanha desde setembro de 2024, está sendo aguardada com grande expectativa, enquanto ele reforça sua posição como o presidente eleito, contestando a continuidade do regime de Maduro.

A tensão no país aumentou ainda mais nesta quinta-feira (9), quando María Corina Machado, líder da oposição, foi sequestrada após participar de uma manifestação no bairro de Chacao, no estado de Miranda. A violência das forças de segurança venezuelanas, que interceptaram María Corina de forma brutal, foi duramente criticada por González. “Às forças de segurança que a sequestraram eu digo: não brinquem com fogo”, escreveu no X, condenando o sequestro e o autoritarismo do regime.

Marina Corina Machado durante o protesto em Caracas. – Foto: REUTERS/Maxwell Briceno

O Comando ConVzla, grupo que coordenou a campanha de González, denunciou o sequestro de Machado e acusou o regime de Maduro de usar métodos violentos para reprimir a oposição. A detenção de Machado se soma a uma série de ações do regime para sufocar qualquer contestação ao seu poder.

Enquanto a repressão se intensifica, González já está na América Central, buscando apoio internacional, e garantiu que, apesar da violência e dos obstáculos, tomará posse na Venezuela, reafirmando sua vitória nas urnas. “Estarei na Venezuela nesta sexta-feira para assumir a presidência”, afirmou, desafiando Maduro e reafirmando a legitimidade de sua eleição.

O Ditador Nicolás Maduro Moros. – Foto: EFE/Ronald Peña R.

Com a chegada de González, a crise política da Venezuela atinge um novo patamar. O regime de Maduro se vê cada vez mais desafiado pela oposição, enquanto o país segue em um impasse político e social, com a comunidade internacional atenta aos próximos passos desse confronto pelo poder. Isolado internacionalmente e enfrentando sanções, o regime de Maduro tem intensificado a repressão violenta contra opositores e manifestantes. O sequestro de María Corina Machado simboliza o endurecimento das práticas autoritárias, em uma tentativa desesperada de eliminar resistências e perpetuar-se no poder.

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Postado por Eryx Moraes

Jornalista potiguar, nascido em 25 de março de 1985, em Felipe Guerra-RN. Ao longo da carreira, atuou em jornais impressos como O Vale do Apodi e News 360, além de rádios como FM Boas Novas, FM Liberdade (Felipe Guerra) e Rádio Rural de Mossoró. Atualmente, é chefe de redação do portal Mossoró News e chefia a Comunicação do Governo Municipal de Felipe Guerra-RN.

Detentor de amplo conhecimento acadêmico na área do Direito, Eryx também é empreendedor no ramo da perfumaria e da venda direta, unindo experiência em comunicação e gestão a habilidades empresariais.

Reconhecido pelo impacto de seu trabalho no jornalismo regional, recebeu a Cidadania Mossoroense, concedida pela Câmara Municipal de Mossoró-RN, e a Comenda Pedra e Abelha, honraria da Câmara Municipal de Felipe Guerra-RN destinada a filhos da terra que se destacam profissionalmente em outras cidades e regiões.

Com sólida experiência em política, economia, cultura e questões sociais, Eryx se destaca por sua competência, versatilidade e credibilidade, consolidando-se como referência no jornalismo potiguar e como profissional multifacetado em diferentes áreas.

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