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Governo revoga medida de fiscalização da Receita Federal após repercussão negativa

Medida que afetaria pequenos empresários e a classe média é retirada pelo governo após críticas.

foto: JOSEPH EID/AFP/Getty Images

O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (15), a revogação da instrução normativa da Receita Federal que ampliava a fiscalização sobre as operações financeiras dos contribuintes. A medida foi retirada após grande repercussão negativa e receio de que afetasse pequenos empresários e a classe média, além de gerar protestos populares. A decisão visa aliviar a pressão sobre os grupos que já enfrentam dificuldades econômicas.

O que mudava com a medida?

A instrução normativa, que entrou em vigor no início deste mês, ampliava significativamente o monitoramento financeiro. Além dos bancos tradicionais, operadoras de cartões de crédito e instituições de pagamento (como fintechs e bancos digitais) seriam obrigadas a informar ao Fisco todas as transações realizadas. A medida abrangia movimentações feitas por meio de:

  • PIX;
  • Cartões de débito e crédito;
  • Cartões de lojas;
  • Moedas eletrônicas.

Além disso, o valor mínimo para o envio das informações foi alterado para:

  • R$ 5 mil por mês para pessoas físicas (CPF);
  • R$ 15 mil por mês para empresas (CNPJ).

O objetivo da medida era ampliar a base de dados da Receita Federal para combater fraudes e a sonegação fiscal. No entanto, gerou grande preocupação, especialmente entre os pequenos empresários, que temiam mais burocracia e custos operacionais.

Como fica com a revogação?

Com a revogação da medida, o governo retoma o sistema de fiscalização que estava em vigor há 20 anos, limitando o monitoramento às transações feitas apenas pelos bancos tradicionais. Os critérios de envio de informações permanecem os mesmos de antes:

  • R$ 2 mil mensais para pessoas físicas (CPF);
  • R$ 6 mil mensais para empresas (CNPJ).

As transações feitas via PIX, cartões de débito e crédito, e outras plataformas digitais não precisarão ser informadas ao Fisco, o que representa um alívio para os pequenos empresários e a classe média.

Próximos passos

O governo também anunciou que assinará uma Medida Provisória para garantir que as transferências realizadas via PIX não sejam tributadas, reforçando a proteção do sigilo bancário e equilibrando a fiscalização com a preservação da liberdade econômica dos cidadãos.

Com essa revogação, o governo busca evitar a insatisfação popular, que poderia resultar em protestos e prejudicar ainda mais a imagem do governo.

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Postado por Eryx Moraes

Jornalista potiguar, nascido em 25 de março de 1985, em Felipe Guerra-RN. Ao longo da carreira, atuou em jornais impressos como O Vale do Apodi e News 360, além de rádios como FM Boas Novas, FM Liberdade (Felipe Guerra) e Rádio Rural de Mossoró. Atualmente, é chefe de redação do portal Mossoró News e chefia a Comunicação do Governo Municipal de Felipe Guerra-RN.

Detentor de amplo conhecimento acadêmico na área do Direito, Eryx também é empreendedor no ramo da perfumaria e da venda direta, unindo experiência em comunicação e gestão a habilidades empresariais.

Reconhecido pelo impacto de seu trabalho no jornalismo regional, recebeu a Cidadania Mossoroense, concedida pela Câmara Municipal de Mossoró-RN, e a Comenda Pedra e Abelha, honraria da Câmara Municipal de Felipe Guerra-RN destinada a filhos da terra que se destacam profissionalmente em outras cidades e regiões.

Com sólida experiência em política, economia, cultura e questões sociais, Eryx se destaca por sua competência, versatilidade e credibilidade, consolidando-se como referência no jornalismo potiguar e como profissional multifacetado em diferentes áreas.

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