A infraestrutura escolar inadequada foi apontada por 89% dos municípios do Rio Grande do Norte como o principal desafio para a implementação da educação integral em tempo integral. Entre as dificuldades relatadas estão limitações na estrutura física, falta de equipamentos e escassez de equipe técnica qualificada.
O dado faz parte do levantamento “Situação da Política de Educação Integral em Tempo Integral”, divulgado nesta segunda-feira (15) durante a sexta reunião ordinária do Gabinete de Articulação para Efetividade da Política da Educação (Gaepe-RN). A pesquisa, conduzida pelo Instituto Articule, ouviu representantes dos 167 municípios do estado e também identificou baixa articulação intersetorial, insuficiência de monitoramento e participação limitada dos conselhos municipais e escolares.
Além disso, foram apontados outros entraves, como resistência de pais e responsáveis e escassez de profissionais capacitados. O estudo reforça a importância da formação continuada e do fortalecimento técnico dos conselhos para garantir a efetividade da política.
Para apoiar a implementação, foram disponibilizados R$ 50 milhões, sendo R$ 38 milhões para os municípios e R$ 12 milhões para o Estado. Entre os encaminhamentos definidos estão o envio de orientações sobre prazos de execução financeira, elaboração de notas técnicas e capacitações para os conselhos municipais de educação.
Durante a reunião, conselheiros e representantes da SEEC e de órgãos parceiros destacaram a necessidade de engajamento institucional e aprovação das políticas pelos conselhos para consolidar a educação integral no RN. A SEEC alerta que os recursos disponíveis devem ser aplicados até 31 de outubro de 2025.


