O governo do Irã anunciou nesta segunda-feira (2) o fechamento total do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, por onde circula aproximadamente 20% do petróleo consumido globalmente. Em comunicado divulgado pela Guarda Revolucionária do Irã, as autoridades iranianas advertiram que qualquer embarcação que tente atravessar a região poderá ser atacada ou incendiada.
A decisão ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio após ataques militares atribuídos aos Estados Unidos e a Israel que resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, no último sábado (28). Segundo o governo de Teerã, o bloqueio é uma resposta direta às ofensivas, classificadas como “ato de guerra”.

A Guarda Revolucionária informou que forças navais e unidades militares já foram mobilizadas para impedir a circulação de navios petroleiros e cargueiros na área. Empresas de transporte marítimo começaram a suspender rotas pelo Golfo Pérsico, enquanto seguradoras internacionais anunciaram o cancelamento de coberturas para riscos de guerra na região.
O impacto imediato foi sentido no mercado internacional de energia. O barril do petróleo tipo Brent registrou forte alta, alcançando os maiores patamares dos últimos meses, refletindo o temor de interrupção prolongada no fornecimento global. Analistas alertam que, caso o bloqueio se mantenha, os efeitos podem atingir cadeias produtivas em diversos países, pressionando preços de combustíveis e alimentos.

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Mar de Omã e ao Oceano Índico, sendo vital para exportações de grandes produtores da região. A comunidade internacional acompanha o desdobramento da crise com preocupação, diante do risco de confronto militar mais amplo e de uma possível crise energética global.


