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Justiça suspende decreto de Trump sobre cidadania americana para filhos de imigrantes

Decisão considera medida inconstitucional; decreto violava a 14ª Emenda

Foto: Rebecca Noble/Getty Images

A Justiça Federal dos Estados Unidos suspendeu, nesta quinta-feira (23), uma ordem do ex-presidente Donald Trump que eliminava o direito à cidadania automática para filhos de imigrantes ilegais e turistas. A decisão foi tomada pelo juiz John Coughenour, de Seattle, que classificou a medida como “flagrantemente inconstitucional”.

O decreto havia sido publicado por Trump logo após sua posse, na segunda-feira (20), como parte de uma série de ações para combater a imigração ilegal. A ordem determinava que crianças nascidas em solo americano, cujos pais estivessem no país de forma ilegal ou temporária, não teriam direito à cidadania americana. A medida previa ainda que essas crianças, nascidas após 19 de fevereiro, estariam sujeitas à deportação e seriam impedidas de acessar benefícios sociais ou trabalhar legalmente no futuro.

A decisão judicial foi motivada por uma série de ações judiciais movidas por grupos civis e procuradores-gerais de 22 estados governados por democratas. Os autores argumentaram que o decreto violava a 14ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a cidadania a qualquer pessoa nascida no país.

Em sua análise, o juiz Coughenour destacou que a medida de Trump desrespeitava os princípios constitucionais estabelecidos pela 14ª Emenda. Com isso, a ordem executiva fica temporariamente suspensa, mas o governo ainda pode recorrer.

Paralelamente, na terça-feira (21), deputados republicanos apresentaram projetos de lei no Congresso para restringir a cidadania automática apenas aos filhos de cidadãos ou residentes permanentes legais. As propostas ainda serão debatidas e devem enfrentar forte oposição de parlamentares democratas.

O Departamento de Justiça do governo Trump defendeu o decreto, alegando que a 14ª Emenda nunca foi amplamente interpretada como uma garantia de cidadania universal para todos os nascidos nos Estados Unidos. A suspensão da medida representa uma importante vitória para os defensores dos direitos de imigrantes, mas o debate sobre a cidadania automática continua a dividir o país.

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Postado por Eryx Moraes

Jornalista potiguar, nascido em 25 de março de 1985, em Felipe Guerra-RN. Ao longo da carreira, atuou em jornais impressos como O Vale do Apodi e News 360, além de rádios como FM Boas Novas, FM Liberdade (Felipe Guerra) e Rádio Rural de Mossoró. Atualmente, é chefe de redação do portal Mossoró News e chefia a Comunicação do Governo Municipal de Felipe Guerra-RN.

Detentor de amplo conhecimento acadêmico na área do Direito, Eryx também é empreendedor no ramo da perfumaria e da venda direta, unindo experiência em comunicação e gestão a habilidades empresariais.

Reconhecido pelo impacto de seu trabalho no jornalismo regional, recebeu a Cidadania Mossoroense, concedida pela Câmara Municipal de Mossoró-RN, e a Comenda Pedra e Abelha, honraria da Câmara Municipal de Felipe Guerra-RN destinada a filhos da terra que se destacam profissionalmente em outras cidades e regiões.

Com sólida experiência em política, economia, cultura e questões sociais, Eryx se destaca por sua competência, versatilidade e credibilidade, consolidando-se como referência no jornalismo potiguar e como profissional multifacetado em diferentes áreas.

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