in , , , , ,

Lula: a face da hipocrisia

Foto: Arquivo pessoal de Janja (Reprodução)

“O que mais incomoda a eles é a madame colocar um perfume para ir ‘numa’ festa e a empregada colocar o mesmo para ir trabalhar.”
Luiz Inácio Lula da Silva. (Sic)

Da asseveração suso mencionada do atual mandatário do país, o qual a proferiu em dada ocasião em que desejava presentear os cidadãos brasileiros com mais uma de suas pérolas, fruto da lapidação do seu elevado grau intelectual, instigam-se os seguintes questionamentos:

Quem são esses ‘eles’ aos quais ele se referia? Por acaso ele próprio estaria fora desse grupo de pessoas ao qual se referiu ou seria só mais um de seus discursos hipócritas jogados para a plateia?

Noutro pórtico, vem também a indagação de quando foi que, no governo dessa figura bizarra, tagarela e demagógica, uma empregada doméstica conseguiu ou conseguiria comprar um perfume realmente de madame sem afetar a sua subsistência?

Uma constatação que se pode ter, sem maior esforço analítico, a partir da sua assertiva equivocada, é a de que o atual mandatário da nação demonstra se tratar de um verdadeiro perdulário em matéria de economia pessoal, posto que, sendo o perfume de madame invariavelmente um produto caro e, portanto, algo naturalmente escasso para a maioria, como uma empregada doméstica o usaria todo santo dia só para ir trabalhar? Essa fala se revela notadamente ser fruto de um raciocínio medíocre e tão rasteiro quanto a cloaca de uma cobra se arrastando pelo chão.

Ora, se nem uma cervejinha gelada ‘com picanha’ no fim de semana, que seria algo bem mais barato do que um perfume de madame, empregada ou empregado doméstico podem ter acesso hoje no Brasil sem que seja por esmola do governo, imagine um perfume de madame?

A contrário senso, por que é que a sua mulher, Pessoa Portadora do Espectro de Madame Deslumbrada (PPEMD), que não trabalha nem sequer como empregada doméstica, vive viajando para Paris com a mesma frequência que um trabalhador se desloca ao seu trabalho, ou seja, ao berço dos perfumes mais caros do mundo e lá adquire os perfumes, sapatos, vestidos dos mais privilegiados do capitalismo mundial, isso sob o decreto do sigilo dos 100 anos do governo do seu ‘véio da lancha’?

Ou será que não é por lá que ela encontra os itens mais caros e afamados, tais como: Coco Chanel, Louis Vuitton, Givenchy, Christian Dior e outros, onde só as madames ultrarricas vão para comprar os seus e, portanto, se indaga: estaria ela fora do grupo ao qual o tagarela se refere? Eis aí a revelação da hipocrisia e a resposta ao primeiro questionamento. Querem os bônus do capitalismo, mas os riscos, o esforço, o empenho, a responsabilidade, a dedicação, a capacitação pessoal diária e o talento necessários para amealhar os meios de aquisição dos bens de consumo não querem!

É bem mais fácil fazer politicagem barata e vender discurso comunista/socialista para os incautos e inocentes e aos vigaristas fracassados como eles que invejam os que são bem-sucedidos.

Será que o que realmente incomoda ou, na realidade, indigna as madames é o fato de uma empregada doméstica trabalhadora, decente e honesta, poder usar o seu perfume, e o empresário, pagador de vultosos impostos em favor da nação, ver tal profissional usando um perfume de boa qualidade, ou testemunhar todo o dinheiro que pagam em impostos, ao invés de ser destinado a fazer o seu país ser bem administrado e a gerar divisas e crescimento econômico para todos, estar servindo apenas para manter a luxúria de ternos e relógios de grife internacional e vinhos chiques para parasitas políticos e sindicalistas sanguessugas como ele e tantos outros que destroem a nossa nação?

Esse discurso demagógico, ultrapassado e recalcado é nascido no século passado, quando a sociedade ainda cria piamente, porque os socialistas ainda não haviam chegado ao poder, que o problema de suas mazelas e da desigualdade social era devido à existência de ricos no tecido social, os quais exploravam o resto das pessoas, e não em virtude da falta de políticas públicas efetivamente favoráveis ao desenvolvimento econômico e ao crescimento financeiro do país como um todo, circunstância que gera mais empresários, mais empresas e mais empregos e estes de muito melhor qualidade técnica, como ocorre na vasta maioria dos países capitalistas do mundo.

A retórica invejosa de um falastrão, parlapatão e bonachão, que vive numa vida nababesca há muito tempo às custas do contribuinte, não é mais do que politicagem barata, tão barata que, se fosse um perfume, nem mesmo um gari de prefeitura, profissão muito digna por acaso, saindo do trabalho duro de um dia inteiro lidando com o lixo, aceitaria ou gostaria de usar. Destarte, é como um perfume que foi bom para uma época, mas que caiu em completo desuso e, até em abuso, ao longo do tempo.

Percebe-se que estão passando a enxergar e sentir que o que o país realmente precisa para viver dias de prosperidade econômica, o que redunda em elevação do nível de bem-estar de empregados e empregadores, não é de um político tagarela carregado de utopias e discursos frívolos que induzem ao erro e ao engano e que têm esteio em premissas falaciosas superadas do passado, mas, outrossim, de governantes sérios, competentes e comprometidos, não com a corrupção sistêmica estatal para a garantia de sua reeleição perpétua ou do seu grupo político, mas com o desenvolvimento do país.

Tudo isso só começará a existir quando esse modelo caquético de pensamento, de argumento recalcado e de discurso hipócrita populista da esquerda e de incompetentes e corruptos, sejam da esquerda, da direita ou do centro político, deixarem de existir ou, ainda que existam, haja poucos incautos que consigam dar-lhes o mínimo de crédito.

Assim sendo, quando passar a existir um projeto de nação bem organizado para crescimento a médio e longo prazos arraigado no livre mercado e definitivamente desprendido desses falsos e perigosos argumentos de politiqueiros ultrapassados do ‘nós contra eles’, empregados domésticos, empresários, doutores e trabalhadores em geral, ainda que dispondo de perfumes de preços e fragrâncias completamente distintos, inclusive por desinteresse no perfume de madame por se tratar de um item supérfluo para muitos ricos, se irmanem em uma união estável e duradoura para exalar o melhor aroma de prosperidade sustentável e de melhor qualidade de vida para todos os cidadãos.

Essa realidade então virá por meio do trabalho e do surgimento de excelentes oportunidades de emprego para aqueles que queiram ser empregados e de empreendedorismo para os que querem ser empregadores, e ainda da educação e cultura, a partir de um comportamento de sinergia tripartite de equilíbrio e esforço comum entre o povo, os governos e o trabalho.

Avatar photo

Postado por Gladstone Heronildes

Advogado civil e trabalhista com mais de 25 anos de experiência, professor de Direito Civil, Trabalhista e Ética da OAB, tradutor e intérprete fluente em inglês, francês e espanhol. Pós-graduado em Direito pela ESMARN, atuou em importantes escritórios e empresas de Natal e Mossoró, prestando assessoria jurídica, tradução e consultoria. Foi ouvidor e conselheiro da OAB/RN, além de fundador da Comissão de Estudos e Formação em Ciência Política da OAB/RN. Experiência docente em idiomas e Direito, participação em congressos nacionais e atuação como analista político em rádios. Cristão presbiteriano, dedica-se à educação, à advocacia e à promoção do conhecimento jurídico e linguístico.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Prefeitura de Tibau prepara cemitérios para o Dia de Finados

A palavra que me escolheu