Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (3) pelo instituto Real Time Big Data indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente na disputa pelo Palácio do Planalto em 2026 no cenário de primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) surge na segunda colocação.
Nos cenários de segundo turno, no entanto, o levantamento aponta empate técnico entre Lula e seus principais adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente registra 42% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 41%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
Situação semelhante ocorre na simulação entre Lula e o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD). Nesse cenário, o petista tem 43% das intenções de voto, contra 39% do governador, também dentro da margem de erro.
O nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não foi testado nesta rodada da pesquisa.
Dados técnicos
O levantamento ouviu 2.000 pessoas em todo o Brasil, entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09353/2026 e custou R$ 80 mil, pagos com recursos próprios.
Potencial de voto e rejeição
A pesquisa também mediu a percepção do eleitorado em relação aos candidatos testados, avaliando categorias como “é meu voto”, “posso votar”, “conheço e não votaria” e “não conheço o suficiente”.
No caso de Flávio Bolsonaro, 47% dos entrevistados afirmaram que o conhecem, mas não votariam nele. Outros 22% disseram que ele é seu voto, mesmo percentual dos que afirmaram que poderiam votar no senador. Já 9% declararam não conhecê-lo.
Em relação a Lula, também 47% disseram que o conhecem, mas não votariam nele. Por outro lado, 35% afirmaram que o presidente é seu voto, enquanto 16% responderam que poderiam votar no petista. Apenas 2% disseram não conhecê-lo.
Os números indicam um cenário polarizado e ainda aberto para a eleição presidencial de 2026, com tendência de forte disputa no eventual segundo turno.


