Multidões ocuparam ruas e avenidas de diversas capitais e cidades do país neste domingo (1º), em atos organizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. As manifestações tiveram como principais alvos o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), evidenciando a permanência de forte mobilização do campo conservador mesmo após a saída de Bolsonaro do Palácio do Planalto.
Em diferentes pontos do país, manifestantes exibiram faixas, cartazes e bandeiras com críticas diretas ao governo federal e ao Judiciário. Entre as principais reivindicações estiveram o pedido de anistia para investigados e condenados pelos atos de 8 de Janeiro, além de manifestações favoráveis ao impeachment de ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
A convocação inicial partiu do deputado federal Nikolas Ferreira, que anunciou nas redes sociais o mote do protesto com o slogan “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”. Posteriormente, os organizadores ampliaram oficialmente a pauta para incluir o pedido de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, estratégia que buscou unificar o discurso e fortalecer a coesão do movimento.
Apesar de não ocupar mais a Presidência da República, Jair Bolsonaro segue como principal referência do grupo político que leva seu nome. O volume de participantes nas manifestações reforça sua capacidade de articulação e influência sobre uma base social engajada, que continua ativa nas ruas e nas redes sociais.
Até o fechamento desta edição, não havia registro de confrontos de grande proporção nas principais capitais onde os atos foram realizados. O governo federal e o Supremo Tribunal Federal ainda não haviam se pronunciado oficialmente sobre as manifestações.
O episódio reacende o debate sobre polarização política no país e sinaliza que o bolsonarismo permanece como força relevante no cenário nacional, capaz de pautar discussões públicas e pressionar instituições por meio da mobilização popular.

