O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi colocado em uma verdadeira “laranjada” ao ser indicado relator do projeto de lei que classifica facções criminosas, como PCC e Comando Vermelho, como terroristas, conhecido como PL Anti-Facção. (Na gíria, “laranjada” significa ser colocado numa armadilha com risco real de retaliação, ficando exposto a perigos que podem marcar a vida inteira.)
A proposta altera a legislação de 2016 e amplia as motivações do crime de terrorismo, incluindo atos de medo e terror cometidos por grupos que buscam demonstrar domínio, poder paralelo ou retaliar políticas públicas.
Assumir a relatoria traz visibilidade, mas também coloca Nikolas em posição delicada. Caso apresente parecer favorável, ele poderá ficar na mira das facções pelo resto da vida. Ao mesmo tempo, se houver recuos ou alterações no relatório por acordos políticos, corre o risco de ser criticado por radical ou condescendente, reforçando a armadilha que acompanha a função.
Especialistas destacam que relatorias estratégicas podem projetar deputados nacionalmente, mas também transformá-los em alvo de pressões poderosas e até de retaliações, mostrando que política e segurança andam lado a lado quando se trata de enfrentar organizações criminosas no Brasil.


