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Oposição denuncia “implosão fiscal em curso” e aponta colapso orçamentário no governo Lula 3

Foto: Agência Senado

O líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN), fez duras críticas à condução da política fiscal pelo governo Lula 3, denunciando que o Brasil caminha rumo a uma “implosão fiscal” provocada, segundo ele, por escolhas deliberadas que minaram a sustentabilidade orçamentária do país. Em pronunciamento incisivo, Marinho afirmou que o governo assiste “de camarote” ao agravamento das contas públicas, enquanto posterga medidas de ajuste para depois das eleições de 2026.

“O PT sabe o que precisa ser feito, mas só se movimentará se vencer a eleição de 2026”, afirmou o senador, ao criticar o que chama de “estratégia política dissimulada” por parte do Planalto. Para ele, a atual administração conduz uma política de forte expansão de gastos e uso de manobras contábeis que desfiguram o novo arcabouço fiscal.

O parlamentar potiguar apontou como marco inicial dessa deterioração a aprovação da Emenda Constitucional 126, conhecida como PEC da Transição, que autorizou um aumento superior a R$ 200 bilhões na base de despesas do governo, sem a devida compensação de receita ou revisão de gastos. A medida, segundo ele, serviu de esteio para programas como o novo Bolsa Família, reajustes salariais e uma regra de valorização real do salário mínimo que, por si só, deverá impactar as contas públicas em R$ 44,8 bilhões já em 2026.

Apesar do aumento de arrecadação, o governo registrou um déficit primário de R$ 249 bilhões em 2023 — e a tendência de descontrole permanece em 2024. Para Marinho, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2026 revela um “colapso funcional iminente”, com despesas discricionárias projetadas em apenas R$ 8,9 bilhões para 2029, o que poderá inviabilizar o funcionamento básico da máquina pública.

O senador ainda destacou que estatais federais estão acumulando déficits expressivos, enquanto a dívida pública se aproxima de 82% do PIB e os gastos com juros devem ultrapassar R$ 1 trilhão ao ano. “Mesmo diante desse cenário, o governo projeta superávits irreais e posterga qualquer medida de ajuste, numa repetição da tática fiscal do governo Dilma”, criticou.

Rogério Marinho também atacou a condução dos precatórios, acusando o governo de incoerência ao antecipar pagamentos, omitir projeções e utilizar créditos extraordinários para mascarar os impactos reais sobre o resultado fiscal.

As críticas foram reunidas no “Relatório Semanal nº 85 – Observatório da Oposição”, divulgado nesta quarta-feira (22) pelo gabinete do senador. O documento sustenta que o colapso fiscal é fruto de decisões políticas conscientes e enumera uma série de artifícios utilizados pelo Executivo para contornar o próprio arcabouço fiscal, como a exclusão de gastos do cálculo do resultado primário e a criação de fundos públicos fora do orçamento.

Entre os casos citados estão os R$ 6 bilhões em bolsas para o ensino médio e os R$ 27 bilhões repassados a estados como compensação pelo ICMS — ambos executados à margem das regras fiscais. O relatório alerta ainda para tentativas recentes de colocar políticas como o Vale Gás e o Minha Casa Minha Vida fora do orçamento, o que, segundo Marinho, escancara o esvaziamento do controle orçamentário do país.

“O novo arcabouço fiscal já nasceu fragilizado, contaminado por decisões que expandiram despesas obrigatórias e engessaram a estrutura orçamentária. Hoje, assistimos ao apagão do equilíbrio fiscal, em um ambiente de irresponsabilidade que compromete o futuro da administração pública”, finalizou o senador.

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Postado por Eryx Moraes

Jornalista potiguar, nascido em 25 de março de 1985, em Felipe Guerra-RN. Ao longo da carreira, atuou em jornais impressos como O Vale do Apodi e News 360, além de rádios como FM Boas Novas, FM Liberdade (Felipe Guerra) e Rádio Rural de Mossoró. Atualmente, é chefe de redação do portal Mossoró News e chefia a Comunicação do Governo Municipal de Felipe Guerra-RN.

Detentor de amplo conhecimento acadêmico na área do Direito, Eryx também é empreendedor no ramo da perfumaria e da venda direta, unindo experiência em comunicação e gestão a habilidades empresariais.

Reconhecido pelo impacto de seu trabalho no jornalismo regional, recebeu a Cidadania Mossoroense, concedida pela Câmara Municipal de Mossoró-RN, e a Comenda Pedra e Abelha, honraria da Câmara Municipal de Felipe Guerra-RN destinada a filhos da terra que se destacam profissionalmente em outras cidades e regiões.

Com sólida experiência em política, economia, cultura e questões sociais, Eryx se destaca por sua competência, versatilidade e credibilidade, consolidando-se como referência no jornalismo potiguar e como profissional multifacetado em diferentes áreas.

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