O Ministério Público Eleitoral do Rio Grande do Norte (MPE-RN) emitiu parecer favorável à cassação dos mandatos da prefeita de Baraúna, Maria Divanize Alves de Oliveira, reeleita em 2024, e do vice-prefeito Marcos Antônio de Sousa, sob a acusação de abuso de poder político e econômico durante a última campanha eleitoral. O documento foi expedido pela Promotoria Eleitoral da 45ª Zona, com base em provas reunidas ao longo de investigação formal conduzida pelo órgão.
De acordo com o MPE, as apurações identificaram um esquema de financiamento cruzado entre empresas contratadas pela Prefeitura e a campanha da prefeita, o que configuraria o uso de recursos públicos em ações eleitorais. Também foram apontados indícios de empresa de fachada e de provas digitais que ligariam diretamente integrantes dessas empresas à equipe de campanha. O parecer pede ainda a inelegibilidade por oito anos dos gestores investigados.
A manifestação do Ministério Público ocorre em um momento em que Divanize consolidava seu segundo mandato e ampliava a base política de seu grupo familiar, que tem no deputado estadual Ivanilson Oliveira um de seus principais articuladores. A possível cassação representa risco direto a esse projeto político, que sustenta forte influência em Baraúna e em outros municípios do Oeste potiguar.
A defesa da prefeita nega qualquer irregularidade e afirma que tanto a gestão quanto a campanha seguiram rigorosamente os parâmetros legais. O processo segue agora para análise da Justiça Eleitoral, que decidirá se acolhe ou não o pedido de cassação.
A eventual perda do mandato reacende o histórico de instabilidade política de Baraúna, cidade que já vivenciou afastamentos e cassações de gestores em diferentes períodos. O desfecho do caso poderá redefinir o equilíbrio de forças no município e influenciar o cenário político de toda a região Oeste do Rio Grande do Norte.


