A pesquisa do Instituto Média Inteligência em Pesquisas, realizada em parceria com o Blog O Potengi e divulgada nesta sexta-feira (19), ouviu 1.600 eleitores em 75 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 14 e 17 de setembro, e tem margem de erro de 3 pontos percentuais, com 95% de confiabilidade. O levantamento testou quatro cenários estimulados para a sucessão estadual de 2026 e aponta um quadro inicial amplamente favorável à oposição e desfavorável à base governista.
Nos quatro cenários apresentados, os pré-candidatos da oposição aparecem com ampla vantagem sobre os governistas. Allyson Bezerra (União Brasil) lidera numericamente, com índices entre 25% e 31% das intenções de voto. Rogério Marinho (PL) surge como outro nome competitivo do campo oposicionista. Do lado governista, Walter Alves (MDB) alcança no máximo 14%, e Cadu Xavier (PT) — candidato da governadora Fátima Bezerra — registra entre 8% e 10%.
O levantamento indica que, se a eleição fosse hoje, o segundo turno no Rio Grande do Norte seria praticamente certo, com a disputa mais acirrada ocorrendo entre Allyson Bezerra e Rogério Marinho. Para o PT, o risco é real: Cadu Xavier ainda não apresenta força suficiente para alcançar o confronto final, deixando a base governista em clara desvantagem.
Além disso, os índices de “não sabe” e “nenhum” permanecem altos, entre 20% e 26%, revelando um eleitorado ainda indeciso, capaz de alterar o cenário. A governadora Fátima Bezerra precisará fortalecer seu candidato e unificar a base para evitar que a disputa seja decidida exclusivamente por nomes da oposição.
Vale destacar que, em 2018, diante de desgaste similar do governismo, o então governador Robinson Faria (PSD) não avançou ao segundo turno, obtendo 11,85% dos votos válidos, atrás de Fátima Bezerra (PT), 46,17%, e Carlos Eduardo Alves (PDT), 32,45%.


