A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou, nesta quinta-feira (2), uma nota técnica com orientações a hospitais e clínicas do Rio Grande do Norte sobre suspeitas de intoxicação por metanol. O documento detalha procedimentos para identificar, tratar e notificar casos, seguindo recomendações do Ministério da Saúde.
O metanol é uma substância altamente tóxica, comumente associada a bebidas alcoólicas adulteradas. A ingestão pode provocar sintomas graves, como dor abdominal, visão turva, confusão mental e náusea, que surgem geralmente entre 12 e 24 horas após o consumo. Em casos mais severos, a intoxicação pode levar a complicações sérias e até à morte.
Segundo o Ministério da Saúde, já foram registradas 59 notificações de intoxicação por metanol em todo o país, sendo 11 casos confirmados e 48 suspeitos. Até o momento, uma morte foi confirmada em São Paulo. Outras sete mortes estão sob investigação: duas em Pernambuco, três em São Paulo e duas em São Bernardo do Campo.
No RN, não há registros de casos confirmados ou suspeitos até o fim da tarde desta quinta-feira. Ainda assim, a Sesap mantém ativa toda a estrutura de vigilância, incluindo o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox).
A nota técnica orienta os profissionais de saúde sobre a definição de casos suspeitos, condutas médicas, exames necessários e procedimentos de notificação. Pacientes com sintomas compatíveis devem procurar imediatamente o serviço de emergência mais próximo, enquanto médicos devem contatar o CIATox para investigação e registro oficial.
Devido à gravidade da situação, o Ministério da Saúde classificou o caso como Evento de Saúde Pública, criando uma Sala de Situação extraordinária para monitorar os casos em todo o país, em articulação com a Anvisa e secretarias estaduais e municipais de saúde.


