Enquanto a saúde pública do Rio Grande do Norte afunda em crises sucessivas — hospitais sucateados, filas intermináveis, superlotação, exames e cirurgias suspensos —, a senadora Zenaide Maia permanece em silêncio absoluto. O que torna a situação ainda mais chocante é que não se trata apenas de salários atrasados ou falta de insumos: pacientes e acompanhantes estão literalmente sem comida, passando fome nos corredores dos hospitais.
No Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, maior unidade de urgência do estado, relatos apontam que uma única refeição é dividida entre três pessoas, e familiares chegam a ficar dois dias sem se alimentar. Situação semelhante se repete no Giselda Trigueiro e no Hospital de São José de Mipibu, onde a paralisação de serviços básicos afeta diretamente a alimentação dos pacientes — o mínimo esperado em qualquer sistema de saúde.
O silêncio de Zenaide Maia, médica de formação e pré-candidata à reeleição, diante de tamanho sofrimento, soa como indiferença ou acovardamento político. Enquanto gestores ainda tentam minimizar o colapso com discursos otimistas, a senadora, que deveria ser a voz dos mais vulneráveis, não se manifesta, não pressiona o governo e não apresenta soluções.
A população potiguar exige respostas e ação imediata. Ignorar a fome de quem depende do sistema público de saúde é um descaso que ultrapassa a gestão hospitalar: é um problema ético e político grave. Em tempos de emergência, neutralidade não é uma opção. O silêncio de Zenaide Maia revela muito mais do que omissão: expõe uma falta de compromisso com a vida de milhares de potiguares.


