in , ,

STF adia julgamento sobre Marco Civil da Internet

Recursos do Facebook e do Google estavam pautados para esta quarta-feira.

Recursos devem ser julgados em junho | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, adiou para junho o julgamento da ação sobre a responsabilidade dos provedores prevista no Marco Civil da Internet. O julgamento do recurso Facebook, cuja repercussão geral foi reconhecida pela Corte, estava marcado para esta quarta-feira, 17. Mas o relator, Dias Toffoli, pediu o adiamento. Também deveria entrar na pauta, na mesma discussão, e foi adiado outro recurso sobre o mesmo tema, porém, do Google, com relatoria de Luiz Fux.

No recurso, o Facebook tenta anular uma decisão da Turma Recursal (segunda instância dos Juizados Especiais) de São Paulo que desconsiderou o artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). Esse dispositivo prevê que os provedores podem ser responsabilizados civilmente apenas quando deixarem de cumprir decisão judicial para retirar conteúdo considerado ofensivo ou falso. Ou seja, não estão obrigados a atender pedidos diretamente dos usuários.

O processo estava parado no STF, mas, depois da polêmica do Projeto de Lei das Fake News, apoiado pelo governo Lula, cuja votação foi adiada pela Câmara, Toffoli devolveu os autos, permitindo que o julgamento fosse marcado.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, deu parecer contrário ao recurso do Facebook e pela inconstitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. Para ele, os provedores devem ser responsabilizados antes mesmo de qualquer decisão judicial. Anteriormente, em 2018, a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o comando de Raquel Dodge, tinha se manifestado pela constitucionalidade do dispositivo.

Revista Oeste

Avatar photo

Postado por MOSSORÓ NEWS

Somos um veículo de comunicação conservador que tem como essência a prática de um jornalismo independente, ético e comprometido com a verdade. Nosso trabalho une informação precisa e relevante à análise crítica e à opinião responsável sempre que necessário, pois acreditamos que o jornalismo não deve ser neutro diante da realidade. Defendemos valores que sustentam a sociedade — como família, tradição, liberdade e ordem — e entendemos que imparcialidade significa fidelidade aos fatos, sem submissão a narrativas impostas. Ao mesmo tempo, buscamos dar voz aos cidadãos comuns, muitas vezes silenciados pela grande mídia, ouvindo diferentes pontos de vista e priorizando pautas de real interesse público. Nosso compromisso é oferecer conteúdo que forme leitores mais conscientes, engajados e comprometidos com a verdade. Valorizamos também a experiência de quem nos acompanha, disponibilizando uma plataforma clara, acessível e interativa, que estreita a relação com o público e fortalece a confiança no nosso trabalho. Em resumo, somos um jornalismo conservador, crítico e com opinião sempre que necessário, sustentado pela transparência e pela defesa inegociável da verdade como base para fortalecer a democracia, a cidadania e o progresso da sociedade.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

CEO da Marisa anuncia o fechamento de quase 100 lojas

Justiça derruba show de comédia de Léo Lins e impõe censura prévia