Enquanto Rogério Marinho (PL) vive seu momento de “tudo ou nada” em relação ao governo do Rio Grande do Norte, tentando aproveitar sua experiência e legado político, surge uma pergunta estratégica: e se Rogério retirasse seu nome e a oposição apostasse no senador Styvenson Valentim (PSDB)?
Tal movimento, se feito a tempo, poderia redefinir completamente o cenário político potiguar. Styvenson, que superou a fase de outsider radical que lhe causava resistência entre prefeitos e classe política em geral, hoje apresenta perfil consolidado e maior aceitação junto ao eleitorado, com menos rejeição do que Rogério, o que aumenta sua viabilidade eleitoral.
Se Rogério é considerado o adversário ideal do governismo lulopetista, a entrada de Styvenson em um cenário com Allyson Bezerra na disputa representaria o pesadelo máximo para Fátima Bezerra e o PT. Caso a polarização lulopetismo vs. bolsonarismo não prevaleça no primeiro turno, a presença de duas candidaturas competitivas na oposição geraria menor rejeição e ampla penetração em municípios estratégicos, aumentando significativamente as chances de um segundo turno em que a direita poderia vencer com mais segurança, sem depender do voto em Allyson, cuja postura ainda é considerada duvidosa por parte do eleitorado de direita.
Resta observar se tal rearranjo será articulado a tempo, ou se Rogério seguirá tentando a última cartada, mantendo a disputa como está. A dinâmica eleitoral do RN, como sempre, continua aberta a surpresas, e Styvenson Valentim surge como uma alternativa de impacto para a oposição, capaz de reconfigurar as chances de todos.os atores na corrida de 2026.


