Um blog local trouxe recentemente a informação de que o ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil, teria aconselhado o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), a se afastar da senadora Zenaide Maia (PSD) para facilitar a união da direita em torno de seu nome na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Segundo a reportagem, a recusa de Allyson teria gerado desgaste com Agripino, e a parceria com Zenaide seria meramente administrativa.
No entanto, há diversos pontos que colocam essa narrativa em xeque. Primeiramente, o blog em questão tem atuação militante pró-esquerda e historicamente crítica tanto à gestão municipal de Allyson quanto à sua pré-candidatura ao governo. Ou seja, a cobertura não é neutra e tende a construir uma narrativa que favoreça o PT e seus aliados.
Em segundo lugar, a suposta tentativa de afastamento de Zenaide tem uma leitura estratégica distinta: se Zenaide se aproximasse de Fátima Bezerra (PT) para uma chapa ao Senado, isso fortalecia o palanque do PT e ameaçava as chances de Allyson, pois das duas vagas ao Senado, Styvenson já aparece em primeiro nas pesquisas, e Zenaide se consolida como segunda força. Manter a parceria com Allyson, portanto, é uma movimentação estratégica da própria Zenaide, não um conflito.
Por fim, considerando o histórico do jornalista, é improvável que ele possua fontes confiáveis que detalhem desgastes internos entre Allyson e Agripino. A própria Zenaide também não teria interesse em expor resistência do ex-senador, já que sua presença junto a Allyson é vantajosa politicamente.
Em resumo: a narrativa apresentada pelo blog se sustenta mais como especulação com viés político do que como informação confirmada. Na prática, a parceria entre Allyson e Zenaide é estratégica, planejada para fortalecer ambos no cenário eleitoral de 2026, e não um conflito entre lideranças da direita potiguar.


