Os dois tomógrafos do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, maior unidade de urgência e emergência do Rio Grande do Norte, estão paralisados desde terça-feira (16). A paralisação compromete o atendimento de centenas de pacientes que dependem de exames de imagem diariamente. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), os equipamentos estão em manutenção, mas a previsão de retorno é apenas para quinta-feira (18), dependendo da empresa responsável pelo serviço.
Com cerca de 180 exames de tomografia realizados todos os dias no Walfredo Gurgel, a situação provoca atrasos e transtornos para pacientes e familiares. Um pai de acidentado relatou que o filho, com fortes dores após um acidente de moto, teve que esperar vaga para ser transferido ao Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim.
A falta de estrutura vai além dos tomógrafos. Um médico do próprio hospital publicou nas redes sociais um desabafo sobre as condições precárias da unidade: ausência de maqueiros, dificuldades para exames laboratoriais e limitação em procedimentos cirúrgicos, incluindo laparoscopia. “Não sofram acidente, não tenham AVC, não tenham apendicite, não tenham úlcera péptica perfurada, não precisem da saúde pública na capital hoje”, alertou o profissional.
Apesar da Sesap afirmar que exames laboratoriais e cirurgias seguem normalmente, a realidade enfrentada por pacientes e servidores denuncia o descaso do governo estadual com a saúde pública, expondo a população a riscos desnecessários em um dos hospitais mais importantes do estado.


