Durante a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter sentido uma “química excelente” com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e anunciou que pediu um encontro com o colega brasileiro para a próxima semana.
“Não tivemos muito tempo para falar aqui, foram tipo 20 segundos, mas conversamos, tivemos uma boa conversa e combinamos de nos encontrar na semana que vem, se for do seu interesse. Ele parecia um homem muito legal, na verdade, ele gostava de mim, eu gostava dele. E eu só faço negócios com pessoas de quem gosto”, declarou Trump.
O republicano acrescentou: “Tivemos ali uma química excelente e isso foi um bom sinal”. O breve encontro aconteceu nos bastidores da ONU, e o abraço entre os líderes foi confirmado pelo governo brasileiro. A informação de que Lula aceitou o convite para a reunião da próxima semana foi confirmada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, à coluna da jornalista Raquel Landim, do UOL.
VÍDEO: Trump combina encontro com Lula e diz que tiveram "química excelente". pic.twitter.com/wj7PxJzJvW
— BLOGDOBG (@BlogdoBG) September 23, 2025
Defesa da soberania e críticas ao Brasil
No discurso, Trump também abordou questões comerciais e reafirmou a defesa da soberania norte-americana. Ele criticou tarifas impostas pelo Brasil no passado, que teriam motivado a imposição de um “tarifaço” de 50% sobre produtos brasileiros. “Estamos revidando, e revidando com muita força”, afirmou.
Trump criticou indiretamente a gestão brasileira, mas destacou que negociaria quando houvesse interesse e disposição de ambas as partes. “Como presidente, sempre defenderei nossa soberania nacional e os direitos dos cidadãos americanos. Portanto, lamento muito dizer que o Brasil está indo mal e continuará indo mal. Eles só conseguem se sair bem quando trabalham conosco; sem nós, eles fracassarão, assim como outros fracassaram”, disse.
O encontro foi anunciado logo após Lula discursar na ONU, quando o presidente brasileiro fez críticas indiretas ao governo norte-americano, em meio à extensão da Lei Magnitsky a familiares do ministro do STF Alexandre de Moraes e a sanções sobre exportações brasileiras. Lula, segundo o governo, sempre deixou claro que estava disposto a negociar com Trump caso houvesse interesse de Washington.
A reunião oficial entre os dois presidentes será agendada pelos canais diplomáticos dos dois países.

