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Bolsonaro diz que sancionará “a qualquer hora” projeto que fixa ICMS dos combustíveis

O presidente afirma que uma vez sancionada a proposta poderá reduzir em cerca de R$ 0,60 o preço do litro do diesel.

Imagem: reprodução/YouTube

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (19) que assinará “a qualquer hora da noite ou da madrugada” a sanção do projeto que fixa uma alíquota única para o ICMS em todo o país. O chefe do Executivo afirma que uma vez sancionada a proposta poderá reduzir em cerca de R$ 0,60 o preço do litro do diesel.

“Se a Câmara aprovar hoje, da minha parte não interessa a hora, assino qualquer hora da noite ou da madrugada, publica em Diário Oficial– e a partir de amanhã na questão do diesel em vez de se cobrar mais 90 centavos por litro [de diesel], que é um absurdo, se cobra mais 30 centavos. É bastante, mas diminui esse impacto”, declarou em live nas redes sociais.

O projeto muda a forma de cálculo do imposto estadual e foi aprovado no Senado nesta 5ª feira. O texto tem o apoio do governo e é visto como uma forma de segurar o aumento no preço dos combustíveis.

Mais cedo nesta 5ª feira, a Petrobras anunciou um novo reajuste. Os aumentos serão de R$ 0,61 na gasolina e de R$ 0,90 para o diesel, que representam uma elevação de 18,8% e de 24,9%, respectivamente, nas refinarias. O presidente afirmou que o aumento é “absurdo”, mas afirmou que sem ele o país corre risco de desabastecimento.

“Se a Petrobras não aumentar – que a Petrobras diz isso aí – teremos o desabastecimento, que é pior que o combustível caro”, declarou.

O chefe do Executivo afirmou que, mesmo com a aprovação do projeto sobre o ICMS, caminhoneiros podem parar de trabalhar por conta do aumento do preço do diesel.

“O preço está caro. Tem muito caminhoneiro que vai parar. Eu sei disso, lamento isso aí. Vai parar porque não suporta mais essa carga tributária. É uma questão mundial, o diesel aqui mesmo com tudo isso está mais barato que na Europa e Estados Unidos”, disse.

Bolsonaro repetiu ainda que não pode interferir na Petrobras. Em tom de crítica, sugeriu que o reajuste da estatal poderia ter sido anunciado na semana que vem.

“Como seria bom se a Petrobras reajustasse 2ª ou 3ª feira. Mas, não posso interferir na Petrobras mesmo sendo o acionista majoritário. Se pudesse, para dar o reajuste nos combustíveis na 2ª ou 3ª feira estaria tudo resolvido, tranquilamente”, afirmou.

O reajuste começará a valer nesta 6ª feira (11.mar). O aumento anunciado pela petroleira ainda está abaixo da defasagem indicada pelos importadores de combustíveis em relação aos preços de importação. O preço do petróleo tem aumentado por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Poder 360

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Postado por MOSSORÓ NEWS

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