Há algum tempo venho escrevendo sobre memórias, afetos e caminhos que o tempo não apagou.
Mas talvez ainda não tenha dito o essencial.
Antes do nome, do livro, das páginas e das versões, existe algo que me acompanha desde sempre: uma pergunta.
Ela nasceu comigo no chão batido do Canto do Junco, atravessou silêncios, dores, recomeços e vitórias.
É simples, mas nunca deixou de me desafiar:
O que me fez quem sou?
Este é o subtítulo da minha obra: “O que me fez quem sou.”
E, por enquanto, é tudo o que você precisa saber.
Decidi revelá-lo antes do título por um motivo evidente: o nome ainda não é o mais importante.
Antes de conhecer o livro, quero que cada um reflita sobre a própria travessia.
Não importa o que enxerguem em mim, vencedor ou fracassado, herói ou sobrevivente, o que vivi me fez quem sou.
E é isso que o livro vai mostrar: sem disfarces, sem maquiagem e sem glória inventada.
Há histórias que nascem para explicar um destino.
A minha nasceu para aceitar o que o destino fez de mim.
E é essa entrega humana, imperfeita e inteira que você vai encontrar quando virar a primeira página.
Durante a leitura, talvez você reconheça algo seu nas minhas lembranças.
Talvez descubra que também carrega cicatrizes que o tempo não levou, amores que não se apagaram e silêncios que ainda gritam.
E, ao final, se eu conseguir algo, será apenas isto:
Que você feche o livro e se pergunte, em silêncio: o que me fez quem sou?
Porque, no fim das contas, é essa pergunta, e não a resposta, o verdadeiro ponto de partida.


