A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) uma nova fase da investigação sobre o esquema de fraudes contábeis que provocou um rombo de cerca de R$ 24 bilhões nas Lojas Americanas — um dos maiores escândalos financeiros da história do Brasil.
A ação tem como alvo ex-diretores e ex-executivos da companhia, suspeitos de manipular dados contábeis ao longo de anos para inflar os resultados financeiros e esconder prejuízos, conforme apurado pela apuração.
Ao todo, cerca de 180 agentes da PF cumprem 2 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro. A operação conta com apoio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério Público Federal (MPF).
Por determinação da Justiça, foram decretadas medidas de bloqueio e sequestro de bens e valores dos investigados, que podem chegar a R$ 54 bilhões no total — com bloqueios individuais que alcançam até R$ 500 milhões por pessoa.
Segundo a PF, as apurações identificaram o uso irregular de mecanismos como as chamadas verbas de propaganda cooperada (VPC), utilizados para mascarar a real situação financeira da empresa. Os envolvidos respondem por crimes de manipulação de mercado, falsidade de demonstrações contábeis, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O caso levou a Americanas a entrar em recuperação judicial em 2023. Em março deste ano, a empresa já havia pedido autorização para sair do regime, alegando ter cumprido seu plano de reestruturação, mas segue sob acompanhamento judicial.
As investigações continuam para aprofundar a responsabilidade individual de cada envolvido e identificar outros possíveis integrantes do esquema.
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