Aquilo que chamam atualmente, invariavelmente de forma incômoda e crítica, de polarização política será que, apesar de um caminho mais intranquilo, não é o que simplesmente realmente importa aos brasileiros já cansados e fatigados de tantas desilusões e de caminhos que não levam efetivamente a lugar algum, tanto para aquele mais à esquerda ou à direita?
Na realidade, a dita polarização sobreleva apenas a velha dicotomia e dualidade que existem entre as duas correntes ideológicas que se opõem na vida humana no espectro socioeconômico: o capitalismo e o socialismo ou comunismo, como queiram denominar, isso obviamente desde que este último nasceu no início do Século XX.
A despeito disso, o que vemos é que esse chamado ‘meio termo’, embora muito razoável e melhor admitido entre os muitos isentos defensores do equilíbrio, em determinadas circunstâncias, como é o caso do Brasil, não serve para outra coisa a não ser para gerar o surgimento de carreiristas aproveitadores que não têm compromisso com nada, sem posicionamento definido sobre coisa alguma e que, sazonalmente, acabam se beneficiando tanto de um espectro de pensamento como do outro, performando, assim, o tão reclamado e malfazejo CENTRÃO que é por vezes bastante elogiado como sendo o pacificador e moderador dos dois extremos como se o meio termo fosse o melhor lugar para se estar.
Este centro orbital, que é hegemônico no país, se traduz em apenas um elemento neutro ou apêndice de uma coisa e da outra, dependendo da época, mas que, no frigir dos ovos, fatalmente só leva à inércia e não ao melhor lugar onde se pretende chegar que seria insofismavelmente ao progresso do país e é exatamente o que tem ocorrido contra nós brasileiros de muito tempo para cá, sendo cediço que isso se tornou em algo extremamente nocivo para o destino que o país efetivamente desejaria, poderia ou deveria chegar, a saber: ao patamar de uma nação rica e desenvolvida com erradicação da pobreza e da miséria pelo crescimento econômico como ocorreu em nações como Coreia do Sul, Singapura, Japão e EEUU, uma vez que, sem o capital ou com este mal aplicado como vem sendo o nosso caso, ele se esgota e deixa a nação à deriva, completamente sem eixo e sem coordenada.
Sem um rumo definido e determinado se chega apenas à pobreza, à letargia, à falta do que fazer aos menos abastados e ao subdesenvolvimento nacional, remanescendo, no entanto, para os que ainda cultivam o credo na utopia do socialismo a eterna expectativa de sua implantação, nem que seja na marra e pela força armada até então chegar a escassez total das riquezas que anteriormente foram produzidas, à pseudo igualdade social e bem-estar generalizado da sociedade que só redunda em distribuição igualitária de pobreza e até miséria como é o caso de Cuba.
Lamentavelmente essa utopia NUNCA, jamais, em tempo algum foi perfectibilizada de fato em lugar nenhum do mundo; nem hoje nem ontem e nunca o será, simplesmente porque é inexequível, mas tenazmente assedia o ideário de boa parte da população influenciada por aqueles que alimentam essa ilusão os quais ainda estão com a cabeça cativa nessa ideologia caquética, superada e reprovada no efeito prático ou na daqueles que se aproveitam dessa utopia para o simples alcance de seus próprios interesses e projetos individuais que se consumam às custas da manutenção dessa ilusão sobre os muitos incautos que a eles ainda devotam sua indelével veneração, na sua maioria jovens que estão sendo submetidos a uma lavagem cerebral nas universidades federais estaduais por exemplo.
Mas, nessa esteira de raciocínio e para melhor compreensão dos argumentos, se faz de bom alvitre evocar o que diz a escritura sagrada no livro de Apocalipse, Capítulo 3, vs. 15 e 16 aos que estão em cima do muro:
V. 15: Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que fosse frio ou quente!
V. 16: Assim, porque és morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.
Por outro espeque, podemos asseverar para aclarar as mentes dos que estão indecisos que, na verdade, existe a tal da polarização em todo o mundo sem grandes problemas, resistências ou restrições, como nos EEUU (Republicanos x Democratas); no Reino Unido (Partido Conservador x Partido Trabalhista); na Alemanha (AfD/CDU/FDP x SPD) na França (RN x REM/FI – 2o. Turno); na Itália; Portugal (Chega x PS/AD); na Espanha (Vox x PSOE); etc.; só não existe polarização onde o comunista ou o comunismo está ou esteve dominando, como por exemplo na Rússia; na China; em Cuba; na Coreia do Norte e, até bem pouco tempo, na Venezuela; etc.
Nesses referidos países não há polarização, simplesmente em virtude do fato de que um desses lados já venceu, no caso o pior, e esse que venceu é o pior porque se esmera fatalmente na total falta de liberdade e de democracia com o adendo do abjeto e deplorável enriquecimento ilícito dos detentores do poder que estão a frente do partido único nacional o qual não dá o menor espaço ou oportunidade para a mera liberdade de expressão, quiçá para a polarização.
Ao que parece, no caso do Brasil, de acordo com a corrente majoritária de juristas esquerdistas que existem no país, só é factível ou era aceitável a tal polarização se e quando esta se dá através do largamente conhecido ‘Teatro das TESOURAS’ que, até bem pouco tempo, se fez existir no país num teatral fingimento entre um partido socialista, o PSDB, e outro ainda mais socialista/comunista, o PT, quando na realidade eram duas faces da mesma moeda, cujos mandatários sempre abdicam de suas convicções comunistas e se agarram às capitalistas quando veem que a vaca está indo pro brejo e precisam desesperadamente se manter no poder, se possível ad eternum a fim de mamarem nas tetas da viúva durante a eternidade mantendo cativos de sua dependência os mais desvalidos da sociedade.
E por falar em moeda, importante lembrar que esta é sempre gasta sem muito critério, na verdade de forma perdulária, por esses decantadores e supostos feitores de justiça social que mostram se tratar, invariavelmente, de indivíduos apreciadores de uma vida nababesca e, no entanto, incompetentes, sem escrúpulos e sem respeito aos que estão fora do universo dos seus apaniguados e lacaios que mendigam os favores do Estado e do poder público.
Esses aos quais me refiro que estão fora de seu raio de visão são os que produzem as riquezas e o desenvolvimento nacional pelo seu esforço próprio e trabalho ostensivo, muitas vezes com esse mesmo Estado lhes sufocando com vultosos impostos, lhes atrapalhando ou até lhes roubando como o é o que ocorre no atual que se encontra com seu governo nas mãos de um sistema de controle que é retroalimentado entre si pela morna, corrupta e destrutiva colusão PTSTF na qual não há espaço para polarização mas, sim, apenas para muita harmonização dos poderes em meio à uma impiedosa corrupção.

