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Intensidade sim, ingenuidade não: a mistura que pode custar caro no amor

Sentir com toda a força, querer um amor verdadeiro e se entregar por inteiro não é defeito. Mas é fundamental separar muito bem uma coisa da outra: ser intenso é uma virtude; ser ingênuo é uma falha de lucidez. E quando alguém reúne as duas coisas ao mesmo tempo — ama muito, mas deixa de enxergar o que está diante dos olhos — cria‑se a combinação mais perigosa da vida afetiva.

Quem ama com intensidade quer construir, quer respeito, quer uma história que permaneça. Mas quem carrega essa intensidade junto com a ingenuidade acaba projetando no outro o que ele não é. E é aí que se revela essa realidade crua: ela sonha com carinho, compromisso, uma caminhada que chegue até o altar — e enquanto ela pensa no amor e no altar, ele só vê cama batendo com ela.

Não é frase grossa: é o choque entre duas intenções que nunca caminharam juntas. Ela acredita que a força do seu sentimento seja suficiente para unir os dois mundos. Ele aceita apenas parte do que ela lhe oferece: aquilo que lhe convém. Não é que em certas horas ou situações não sirva: nunca lhe convém aceitar tudo, nunca lhe convém assumir, nunca lhe convém construir ao lado dela. A intenção já é essa desde o princípio: só o que lhe agrada no instante, sem compromisso, sem vínculo, sem futuro. E quando tudo acaba, a pergunta que fica não é “por que ele mudou?”, mas “por que eu vi o que não existia?”.

Não deu errado porque ela amou demais. Deu errado porque ela buscava algo sólido e para a vida toda, e ele buscava apenas momentos de curtição — pelo menos para uma das partes, aquilo nunca foi amor. Ela entregou o coração por inteiro; ele pegou apenas o que lhe servia, e deixou o resto de lado.

Amar com toda a alma não é erro. O erro é confiar apenas na nossa verdade, esquecendo de olhar para a verdade do outro. A intensidade nos faz vivos; a ingenuidade nos deixa vulneráveis a sermos usados e abusados. O nosso sentimento não tem o poder de mudar a natureza de ninguém.

O amor que vale a pena nasce quando os dois olham para o mesmo lugar: se um vê altar, o outro também quer caminhar até lá. Se não for assim, não é amor: são apenas encontros passageiros, que passam e deixam marcas apenas em quem acreditou que o seu sentimento bastasse para os dois.

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Postado por Eryx Moraes

Jornalista potiguar, nascido em 25 de março de 1985, em Felipe Guerra-RN. Ao longo da carreira, atuou em jornais impressos como O Vale do Apodi e News 360, além de rádios como FM Boas Novas, FM Liberdade (Felipe Guerra) e Rádio Rural de Mossoró. Atualmente, é chefe de redação do portal Mossoró News e chefia a Comunicação do Governo Municipal de Felipe Guerra-RN.

Detentor de amplo conhecimento acadêmico na área do Direito, Eryx também é empreendedor no ramo da perfumaria e da venda direta, unindo experiência em comunicação e gestão a habilidades empresariais.

Reconhecido pelo impacto de seu trabalho no jornalismo regional, recebeu a Cidadania Mossoroense, concedida pela Câmara Municipal de Mossoró-RN, e a Comenda Pedra e Abelha, honraria da Câmara Municipal de Felipe Guerra-RN destinada a filhos da terra que se destacam profissionalmente em outras cidades e regiões.

Com sólida experiência em política, economia, cultura e questões sociais, Eryx se destaca por sua competência, versatilidade e credibilidade, consolidando-se como referência no jornalismo potiguar e como profissional multifacetado em diferentes áreas.

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