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Descobertas no Mar Vermelho: atualização das investigações sobre a travessia de Moisés e o relato do Êxodo

No início de 2025, publiquei aqui uma análise sobre os achados encontrados no fundo do Mar Vermelho e tudo o que se sabia até então em relação a esses vestígios que vêm sendo ligados à travessia conduzida por Moisés, conforme narra o livro do Êxodo — um dos episódios mais marcantes da história e da fé. Muitos já haviam falado sobre o assunto antes, mas aquela minha primeira abordagem fez um sucesso muito grande. Até hoje ela continua sendo lida diariamente por pesquisadores, pessoas curiosas e leitores em geral, com acessos vindos de várias regiões do Brasil e também de outros países. Foi justamente em respeito a esse público que não deixou o assunto cair no esquecimento que resolvi preparar esta atualização. Quem quiser relembrar o que escrevi na época, pode acessar a matéria original aqui.

Desde então, não abandonei o tema. Venho acompanhando passo a passo, por meio de fontes internacionais, relatórios de expedições e publicações de instituições sérias, tudo o que foi sendo estudado e discutido sobre esses mesmos achados. Passaram‑se cerca de 18 meses, e o que mudou não foram novas descobertas, mas sim a forma como aquilo que já estava registrado passou a ser analisado com mais tecnologia e mais critério, sempre relacionando os vestígios com o que conta o relato da travessia liderada por Moisés.

Reprodução ilustrativa

O que evoluiu nas análises de 2025 até julho de 2026

Classificação mais detalhada das estruturas

Em janeiro de 2026, uma equipe de pesquisadores voltou à região do Golfo de Ácaba, próximo a Nuweiba, o mesmo local onde foram registrados os primeiros achados. Desta vez, usaram equipamentos mais modernos: sonar tridimensional e câmeras de alta definição que permitiram ver detalhes que antes não apareciam com tanta clareza.

Reprodução

Comparando essas novas imagens com peças guardadas no Museu Egípcio do Cairo, os especialistas chegaram a uma conclusão mais segura: o formato, o tamanho e a disposição dessas estruturas são compatíveis com as rodas de carruagem usadas no chamado Novo Império, período que vai de 1550 a 1070 antes de Cristo. Essa é uma época que se encaixa dentro das possíveis datas sugeridas para o Êxodo, conforme descreve o capítulo 14 do livro, quando o faraó enviou suas carruagens para perseguir o povo guiado por Moisés. Com isso, diminuiu a ideia de que se tratasse apenas de formações rochosas naturais. Percebeu‑se também que elas não estão espalhadas ao acaso, mas alinhadas em uma faixa contínua — algo que faz sentido se houve um afundamento conjunto, como conta a narrativa bíblica.

Reprodução

Confirmação do efeito do vento abrindo as águas

Em maio de 2026, o Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos revisou e ampliou um estudo que já existia. Usando dados reais da profundidade e do relevo da região, os pesquisadores confirmaram como funciona o fenômeno descrito em Êxodo 14:21 — quando um forte vento oriental sopra continuamente, ele pode empurrar a água e deixar uma faixa de terra firme no meio do mar.

Os cálculos mostram que ventos de 60 a 90 quilômetros por hora, agindo durante 8 a 10 horas seguidas sobre uma área com menos de 60 metros de profundidade e leito plano, expõem uma passagem de até dois quilômetros e meio. E mais: quando o vento perde força, a água retorna de uma vez só, em pouco tempo, fechando novamente o caminho. Essa dinâmica corresponde exatamente ao que está escrito: que o mar se abriu durante a noite e voltou ao normal logo em seguida. Esse trabalho foi publicado em revista especializada, ganhando mais credibilidade científica.

Ilustração

Critérios mais rigorosos na interpretação

No mês de junho deste ano, o Instituto de Arqueologia Subaquática da Universidade de Alexandria divulgou um parecer que deixa mais claro o que se pode afirmar e o que ainda não sobre esses achados. Se antes se dizia apenas que “poderia ser algo antigo”, agora o texto fala em “elevada compatibilidade com o período e o cenário descritos no Êxodo”. Mas deixa uma regra bem definida: só se poderá ter certeza maior quando for possível retirar algum fragmento sem danificá‑lo e fazer a datação em laboratório.

O que não evoluiu até julho de 2026

Nenhuma datação definitiva conseguida

Esse continua sendo o principal limite. Até este mês de julho de 2026, nenhuma peça desses achados foi retirada do fundo do mar para análise química ou de idade. Elas estão cobertas por camadas espessas de coral e sedimento calcário, o que torna qualquer tentativa de remoção um risco muito grande de destruir o material. Por enquanto, tudo o que temos é a comparação visual e estrutural — ainda não há prova irrefutável que ligue diretamente esses vestígios a Moisés e ao Êxodo.

Local exato ainda sem consenso

A discussão continua a mesma. Uns defendem que o local onde apareceram os vestígios pode ser o Golfo de Suez, por ficar mais próximo das rotas de fuga do povo conduzido por Moisés. Outros apostam no Golfo de Ácaba, onde as condições geológicas se encaixam melhor com o fenômeno descrito. Até o momento, nenhum estudo ou análise desses mesmos achados conseguiu identificar com precisão o lugar chamado Pi‑Hairote, citado no texto bíblico como ponto de partida da travessia.

O sentido do evento continua fora do alcance da ciência

Por mais que as análises sobre os achados tenham avançado para explicar como poderia ter acontecido o que a narrativa relata, elas não respondem ao porquê e ao significado maior. A ciência pode avaliar se é possível ou provável, mas não substitui a dimensão espiritual que a história carrega. Essa linha permanece nítida: um caminho não anula o outro.

Conclusão

Depois de mais 18 meses de acompanhamento desses mesmos achados, até julho de 2026, o que temos é uma visão mais refinada do que já existia. Não apareceu nada que resolva todas as dúvidas de uma vez, mas também não surgiu nada que desmanche o que foi levantado antes.

Para quem continua acompanhando, a mensagem é clara: não há uma prova definitiva ligando esses vestígios à travessia, mas também não há motivo para descartar essa relação. O núcleo da história de libertação conduzida por Moisés segue consistente, e o seu valor simbólico permanece intacto.

Eu continuo de olho. Assim que houver qualquer avanço real na análise desses achados ou nos métodos de estudo, trarei aqui mais uma atualização — sempre com o mesmo cuidado e respeito a todos que mantêm vivo o interesse por esse tema.

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Postado por Eryx Moraes

Jornalista potiguar, nascido em 25 de março de 1985, em Felipe Guerra-RN. Ao longo da carreira, atuou em jornais impressos como O Vale do Apodi e News 360, além de rádios como FM Boas Novas, FM Liberdade (Felipe Guerra) e Rádio Rural de Mossoró. Atualmente, é chefe de redação do portal Mossoró News e chefia a Comunicação do Governo Municipal de Felipe Guerra-RN.

Detentor de amplo conhecimento acadêmico na área do Direito, Eryx também é empreendedor no ramo da perfumaria e da venda direta, unindo experiência em comunicação e gestão a habilidades empresariais.

Reconhecido pelo impacto de seu trabalho no jornalismo regional, recebeu a Cidadania Mossoroense, concedida pela Câmara Municipal de Mossoró-RN, e a Comenda Pedra e Abelha, honraria da Câmara Municipal de Felipe Guerra-RN destinada a filhos da terra que se destacam profissionalmente em outras cidades e regiões.

Com sólida experiência em política, economia, cultura e questões sociais, Eryx se destaca por sua competência, versatilidade e credibilidade, consolidando-se como referência no jornalismo potiguar e como profissional multifacetado em diferentes áreas.

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