O deputado estadual Kelps Lima anunciou nesta quinta‑feira, 9 de julho, a retirada da sua pré‑candidatura a deputado federal. Em entrevista ao vivo no programa Meio‑Dia RN, da 96 FM, apresentada pelo jornalista Bruno Giovanni (BG), ele detalhou os motivos da decisão e também comentou sobre os seus próximos passos no cenário político.
“Vou contar a história desde o início. Ano passado, a gente tava tentando formar uma coligação dentro do MDB, com Walter Alves e todo mundo pro MDB. Quando Walter resolveu não ser candidato a governador, desmanchou toda essa conjuntura e eu recebi o convite pra ir pro União Brasil — na época, ninguém queria ir para esse partido. Me prometeram que seriam repassados dez prefeitos para votar em mim; pensei logo: se cumprissem, eu seria o mais votado da chapa. A reunião aconteceu na sala do senador José Agripino, na TV Tropical, com a presença dos deputados Benes Leocádio, Robinson Faria e João Maia, e eu levei o prefeito Faustino, de Porto do Mangue, como testemunha ocular. Fiz questão disso, pois já desconfiava. E de fato: nenhum compromisso foi cumprido. Entre vinte e trinta dias atrás, eles se reuniram com o pré‑candidato a governador Allyson Bezerra e deixaram claro que não havia obrigação de transferir votos para mim. O presidente nacional do partido, Antonio Rueda, me recebeu em Brasília e em São Paulo, mas mesmo assim nada mudou. Tentei outras alternativas: abri conversa com Republicanos, PSDB e Podemos, mas não segui adiante porque não conseguiram montar a nominata completa”, relatou.
“Para mim ficou evidente: se eu ficasse, ocupava uma vaga e só se elegia dois; se eu saísse, também só se elegia dois. Isso responde se a candidatura era viável ou não. Os mesmos deputados estão entre os dez que mais gastam verba indenizatória no Brasil, e segundo relatório do DIAP, nenhum representante do Rio Grande do Norte ficou entre os cem mais influentes do Congresso nos últimos quatro anos. Não estou jogando culpa em ninguém — os erros de avaliação foram todos meus — mas não aceito ser tratado como mercadoria. Se não vão cumprir o que foi combinado, melhor não ser candidato”, completou.
Sobre o que fará após deixar a disputa, ele foi categórico: “Não vou anunciar apoio a ninguém enquanto todos os meus amigos não definirem o seu próprio rumo. Meu nome aparece bem nas pesquisas e tenho amigos vereadores do interior que já estão se desgastando por minha causa; não posso faltar com eles. Tenho relação próxima com Mineiro, Nina e me entendo muito bem com Bernardo, mas amizade não é acordo político. Vou esperar primeiro a posição da prefeita Nilda, com quem estive hoje cedo e que foi uma das maiores credoras do meu projeto. Nenhuma decisão está tomada ainda, e quem me conhece sabe que não nego a confiança que depositaram em mim.”
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