Conforme informação veiculada pelo portal Diário360, o Partido Liberal afirma ter realizado um levantamento interno que indica forte capacidade de transferência de votos para a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa direta no segundo turno da eleição presidencial. Segundo a legenda, cerca de 89% dos eleitores que hoje declaram voto em Ronaldo Caiado e Romeu Zema migrariam para Flávio; além disso, 64% dos apoiadores de Renan Santos também seguiriam para o candidato do PL.
Importante: essa avaliação não corresponde a pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Superior Eleitoral. Não há divulgação pública de metodologia, número de entrevistados, período de aplicação ou margem de erro. Trata‑se de projeção elaborada pela própria campanha que se beneficia do resultado, o que significa que não há garantia de neutralidade nem de que esse cenário se confirmará na prática.
O mais recente levantamento registrado, da pesquisa Nexus/BTG, trouxe o seguinte cenário: realizada entre 24 e 26 de julho de 2026, com 2.004 eleitores ouvidos, tem registro no TSE sob o número BR‑01489/2026, margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os números apontam:
- Lula: 47%
- Flávio Bolsonaro: 43%
- Ronaldo Caiado: 7% a 8%
- Romeu Zema: 6% a 7%
- Renan Santos: 3% a 4%
Considerando esse cenário oficial e cruzando com os percentuais apresentados na avaliação interna do PL — que parte da premissa de que esses eleitores não migrarão para outro candidato nem deixarão de comparecer à votação —, a estimativa é a seguinte:
- Dos votos de Caiado e Zema, Flávio absorveria aproximadamente 12% a 13% do eleitorado total;
- Dos votos de Renan Santos, acrescendo cerca de mais 2 pontos percentuais.
Com isso, a votação estimada de Flávio no segundo turno ficaria entre 54% e 56%, enquanto Lula permaneceria com cerca de 44% a 46%.
Cabe ressaltar que esse cálculo é apenas uma estimativa baseada na hipótese apresentada pela própria legenda. O cenário eleitoral segue dinâmico, e o resultado final depende de diversos fatores ainda em curso: o desempenho das campanhas, novos fatos que possam surgir, eventuais mudanças na preferência do eleitorado e a confirmação ou não dessa transferência de votos na prática.
Foto: Reprodução


