Com avanços expressivos na educação, longevidade e renda, o Rio Grande do Norte assumiu a liderança em qualidade de vida entre os estados da região Nordeste, alcançando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) de 0,778 em 2024 — classificado como nível alto de desenvolvimento, conforme dados do Radar IDHM, estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com a Fundação João Pinheiro e baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), do IBGE.
Os números mostram uma evolução consistente desde 2012, quando o estado registrava IDHM considerado médio, com 0,689. Em 12 anos, o crescimento foi de quase 12%, colocando o Rio Grande do Norte entre as unidades da federação que mais evoluíram no país, ao lado de Alagoas e Piauí. O estado ultrapassou o Ceará no ranking regional e atingiu marcas que se aproximam de indicadores de estados das regiões Sul e Sudeste.
O destaque principal fica por conta da longevidade: a expectativa de vida ao nascer no RN chegou a 77,8 anos, o terceiro melhor resultado do Brasil, atrás apenas do Distrito Federal e de Santa Catarina, e o maior da região. Para a população branca, o índice chega a 80,8 anos, maior taxa nacional. O desempenho coloca o potiguar em posição de evidência nas políticas de saúde pública e atenção básica.
Na dimensão educação, a evolução foi determinante para a mudança de patamar. O estado saiu do nível médio para o alto desenvolvimento, com índice de 0,741, resultado de investimentos em infraestrutura escolar, conectividade, formação de professores e programas como o Pró‑Alfa RN, voltado para a alfabetização na idade certa. A melhoria nos subíndices de escolaridade e frequência escolar foi fundamental para o avanço geral.
Também na área de renda, o RN registrou progresso expressivo, chegando a 0,720 e atingindo o nível alto de desenvolvimento. É hoje a maior renda per capita do Nordeste, com um estoque de 536.091 trabalhadores com carteira assinada — número superior ao de beneficiários do Bolsa Família. A pesquisa ainda mostra que o estado tem a menor taxa de insegurança alimentar da região, além de queda significativa na proporção de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Outro dado que reforça o avanço é da segurança pública: conforme o Atlas da Violência 2026, o RN foi o quinto estado do país e o segundo do Nordeste que mais reduziu mortes violentas intencionais entre 2014 e 2024, com uma queda de 51,6% no período.
Para gestores estaduais, os resultados refletem políticas públicas contínuas, integradas e com atuação conjunta entre estado e municípios. “É um esforço coletivo que mostra como ações estruturadas reduzem desigualdades e ampliam oportunidades”, avaliou a secretária da Educação, Socorro Batista. Programas como o Leite Potiguar, que atende 76 mil famílias, e os Restaurantes Populares, que servem 36 mil refeições por dia, são citados como exemplos de ações que aliam proteção social a desenvolvimento.
O IDHM considera três pilares básicos — longevidade, educação e renda — e o desempenho do RN em 2024 mostra que, além de liderar o Nordeste, o estado caminha para patamares próximos aos dos estados mais desenvolvidos do Brasil, com viés de crescimento para os próximos anos.
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